Os segredos de Loulé – João Miguel Lameiras, João Ramalho-Santos e André Caetano

Num futuro distante a humanidade regressa ao planeta Terra para pesquisar sobre o seu passado. Ao regressar ao planeta, mais propriamente a Portugal encontra uma arquivista que se mantém vivo após séculos, graças a elevada tecnologia, e que conta a história de Loulé e, consequentemente do planeta ao longo de milénios.

A história começa, como não poderia deixar de ser, com o surgir de vida no planeta, introduzindo a época dos dinossauros e os fósseis respectivos, prosseguindo com o surgir do homem e as várias civilizações que influenciaram a zona de Loulé – desde os romanos aos árabes. Neste componente a história pára para apresentar uma lenda mourisca da região (contada por uma personagem que é uma referência a Geraldes  Lino).

Seguem-se, claro, os reis portugueses e uma rápida progressão até à actualidade, sem esquecer a referência aos artistas de Loulé e aos eventos culturais da região, com destaque para o trabalho de Lídia Jorge e de Mousi (autora de Altamente).

Os segredos de Loulé arranja uma premissa pouco usual para contar a história de uma região utilizando investigadores do futuro para dispor o surgir de uma cidade e para apresentar alguns elementos curiosos. É uma história que apresenta história sem estar sobrecarregada com os factos e que concede pausas entre a exposição, focando os elementos principais e podendo servir de introdução para pesquisas mais profundas.

4 pensamentos sobre “Os segredos de Loulé – João Miguel Lameiras, João Ramalho-Santos e André Caetano

  1. Embora não seja exatamente novo, não sou bem lido no gênero. Eu li Archie, Garfield, Calvin e Dilbert. Eu não tenho sido assim em quadrinhos tradicionais de super-heróis e senti que o hobby era muito caro para entrar. As séries parecem durar para sempre e os quadrinhos não são fáceis de armazenar. Vou experimentar o Deadpoll como adorei o filme. Eu também estou pensando no Suicide Squad. Ignorando os óbvios X-men, superman, batman, eu gostaria de entrar em alguns quadrinhos interessantes e não convencionais. Eu adorava ler mangá porque eles são muito criativos e podem ir a qualquer lugar. Eu acho que uma boa história em quadrinhos para mim precisa de humor, o mais escandaloso, escuro, ofensivo, melhor. Para TV eu amo South Park, e Rick e Morty. Eu também adoro a cultura nerd, uma das minhas leituras favoritas recentes é o Ready Player One. Gostaria de receber recomendações sobre uma lista de leitura para quadrinhos atualmente disponível aqui.

    • Em relação a fáceis de armazenar, normalmente só compro no formato volume por causa disso. Sim, as séries duram para sempre, mas normalmente existem arcos, um número de volume estanque que se dedica a uma determinada história mais pequena, mesmo que avance com o contexto geral das personagens.
      O que é o “aqui” ? Portugal? Se te interessam super heróis (Marvel) e queres séries estanques e perceptíveis, recomendo o que a G Floy anda a publicar. Como não lançam em formato revista, normalmente produzem volumes ou pequenas séries (3-4 volumes) estanques.
      Se falas de qualquer tipo de série, de autores portugueses recomendo Watchers, Dog Mendonça e Pizzaboy, Conversas com os putos (é menos ficcional, mas mais cómico).
      Para ficção científica recomendo a série Descender. Ainda são uns 6 volumes, mas não é uma série longa. Se gostas de nonsense dá uma olhadela na série Tony Chu.
      Em Manga eu olharia para o que está a ser publicado na colecção Tsuru da Devir, ou para a JBC.

  2. Existem tantas razões possíveis que você pode começar uma série.
    É o artista?
    O escritor?
    A capa?
    O enredo?
    Uma revisão?
    Recomendação de um amigo?
    Obviamente, todos e quaisquer um destes provavelmente foram o motivo pelo qual escolhemos séries no passado. Qual é / tem sido a razão mais frequente para você pegar e ler uma história em quadrinhos?
    Para mim, o mais comum tem sido o escritor. Eu não tenho nenhum software de organização de quadrinhos, então eu frequentemente abro uma série e vejo, se não tenho certeza do que ler. O autor na primeira página (e, em menor grau, artista e arte da capa) faz uma grande diferença se eu realmente leio ou não.
    E quanto a você?

    • Vários pontos. Diferentes se estivermos a falar de mercado português ou anglosaxónico, ou francobelga.
      Anglosaxónico – dou especial atenção ao que é publicado pela Image e depois pela Dark Horse. A Image costuma ter banda desenhda de bons desenhadores com bons narradores. Normalmente nada muito intelectual ou experimental. A Darkhorse também costuma ter coisas interessantes. Se estamos a falar de DC ou Marvel, normalmente leio o que sai no mercado nacional (e que sido bom). Para além disto, existem autores que vou ver o que publicam independentemente da editora – Jeff Lemire, Vaughan, Warren Ellis, …
      Francobelga – como conheço pouco, ou é algum autor sonante, ou algo que pe capta pela qualidade visual.
      Português – normalmente vou pelos autores e como vou recebendo as press releases de tudo, vou vendo a qualidade do desenho e as premissas e escolhendo o que quero ler.

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