Assim foi: Leiriacon 2019

Este ano resolvemos ir ao Leiriacon – um evento dedicado a jogos de tabuleiro que decorre anualmente ao longo de quatro dias num resort perto da praia! Para além de existirem vários espaços para a jogatana e vários jogos disponíveis, quem vai em família pode encontrar actividades dedicadas aos mais novos, ou uma ludoteca mais especializada para as crianças! O espaço é enorme, permitindo deambular sem grandes confusões, e os quartos estão inseridos dentro do recinto do evento.

Para além do enorme espaço onde se encontram os quartos, no seguimento do evento, à entrada encontravam-se a ludoteca e o espaço de venda de jogos (novos e usados) que disponibilizavam uma oferta alargada. O espaço possuía, também, uma sala para imprensa e espaço para demonstrações dos novos jogos!

Para além da mais usual actividade neste tipo de evento (jogar, claro) existiam palestras sobre jogos de tabuleiro, bem como editoras a mostrar as próximas novidades. Não pude assistir a algumas das que planeava, mas as duas ofertas da MEBO para os próximos tempos são visualmente muito interessantes – um jogo de colocação de peças que se inspira na baixa ribeirina do Porto (de nome Porto) e um jogo que se baseia nos carrocéis para apresentar um mecanismo de jogo particular (de nome Carrocel).

Bem, e então o que jogámos afinal? Uma das nossas primeiras experiências foi o famoso Wingspan, o jogo que está agora na moda e que gerou polêmica ao lançar, na segunda edição, um número de exemplares inferior às encomendas existentes. Considerado por muitos um dos jogos de 2019 (e o ano ainda vai no início) Wingspan revelou-se interessante pelos mecanismos de encadeamento que permite gerar, bem como pelos detalhes das aves e pela qualidade dos elementos. Será, assim que possível, uma das próximas aquisições, apesar de achar que dificilmente se tornará o jogo do “meu” ano. Vamos aguardar.

Para além do Wingspan aproveitámos para jogar o Architects of the West Kingdom, fascinandos pela recente experiência com Raiders of the North. As instruções em alemão não ajudaram, mas conseguimos jogar o jogo. Apesar de ter gostado do Architects não o preferi ao Raiders (gosto muito da arte de ambos), e achamos que precisamos de uma nova jogatana para ter uma opinião mais sólida – engraçado, mas não fulcral para a minha colecção de jogos.

Cottage Garden foi o próximo escolhido – um jogo de Uwe Rosenberg, reconhecido cá em casa como o autor dos muito jogados Agrícola e Patchwork. Ainda que, em termos de mecânica base, Cottage Garden seja semelhante ao Patchwork (escolhendo-se uma peça e colocando-a num tabuleiro) possui algumas diferenças, sendo a principal, o número de jogadores – enquanto que o Patchwork só pode ser jogado por dois jogadores, o Cottage Garden possui um modo solo e pode ir até quatro.

Por outro lado, Patchwork possui a dimensão de tempo (dada pelo número casas que andamos consoante as peças escolhidas), elemento que não existe neste. Em contrapartida, o Cottage Garde possui uma forma interessante para seleccionar o sub-conjunto de escolha para cada jogador, e dois objectos que pontuam de forma diferente, com rotação de tabuleiros. Após esta jogatana encomendaram-se dois exemplares!

A noite acabou com Clank! – um dos mais conhecidos jogos de construção de baralho com elementos fantásticos que nos leva a rastejar em túneis no covil de um dragão, com o objectivo de roubarmos os seus tesouros sem o acordar! O tema está engraçado e genericamente gostei do jogo – talvez uma futura aquisião se o encontrar por um preço mais acessível.

Pelo meio houve, ainda, tempo para explorar alguns jogos mais infantis, distinguindo-se três: Merkolino, Bird Big Hunger e Galletas. O primeiro é um jogo de memória em que alguém enuncia todos os animais que foram a uma festa, tendo cada jogador que indicar quais, entre estes não foram. No segundo, acompanha-se o crescimento de pássaros que precisam de determinados alimentos para passarem cada uma das fases. No terceiro é necessário reconhecer caminhos num emaranhado de novelos!

Resumidamente, o Leiriacon será um evento ao qual pretendemos retornar! O espaço em que decorre permite usufruir dos jogos sem grande confusão (que é diluída pelas várias salas do evento) e tem, como único defeito a diminuta sinalização para algum dos quartos (gerando um autêntico quebra cabeças no primeiro dia em que o procurámos às escuras). De realçar, também, a proximidade ao mar.


A oferta de jogos é excelente e é melhorada pela enorme disponibilidade dos voluntários do evento em explicar as regras (há sempre alguém que já jogou) – regressámos com vontade de mais, com uma ludoteca aumentada e uma lista de encomendas em constante crescimento!

 

 

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