Sea of Stars – Vol. 1 – Jason Aaron e Dennis Hallum

Após ter lido algumas críticas positivas a expectativa era algo elevada. Talvez por isso, tenha ficado com sentimentos contraditórios durante a leitura do livro. Em termos visuais é agradável (por vezes com desenho demasiado sobrecarregado), a história é banal e as personagens pouco envolventes.

Detalhemos cada ponto. Um homem e o seu filho viajam pelo espaço. A mãe faleceu recentemente e o homem não tem outro remédio senão levar a criança numa missão. Mas nesta pacata viagem decorre um acidente com a nave, e ambos são atirados para o espaço, em direcções opostas, tendo de enfrentar diferentes adversidades.

Afastado do pai, o rapaz demonstra estranhas capacidades de sobrevivência no meio do espaço, conseguindo cativar dois alienígenas que pensavam fazer dele a sua próxima refeição – um destes com aparência de símio. Estas estranhas capacidades de sobrevivência serão explicadas numa fase mais avançada da narrativa, mas até lá, produziram um efeito de descrença nesta leitora. Este efeito teve, sem dúvida, influência na forma como encarei a história.

Por sua vez, o pai conseguiu manter o seu fato espacial que o isola. Mas este fato espacial tem um tempo de suporte que está perigosamente escasso. O pai enfrenta poderosos alienígenas enquanto procura o filho pelo espaço.

Entre tubarões no espaço e outros alienígenas anatomicamente quase terrestres, a narrativa está repleta de coincidências e clichés. As personagens são poucas e com papéis muito lineares, fazendo com a narrativa seja demasiado direccionada. E, ainda que o problema dos clichés seja funcionarem bem, para que isto seja verdade, os autores têm de trabalhar bastante bem a criação de empatia e o desenvolvimento de personagens.

Em termos visuais, as cores são fortes. Sempre fortes. Os contrastes criados são agradáveis quando se consulta o volume, mas conseguem saturar aquando da leitura (no meu caso, li o volume de uma só vez). Adicionalmente, existem algumas passagens em que esta extensão colorida resulta nalguma confusão visual.

Não se entenda, com estas notas que seja um volume péssimo. Muito longe disso. É uma história razoável, com um visual acima da média. Infelizmente, no meu caso, a expectativa era elevada e não se concretizou. A premissa parece oscilar entre querer levar-se a sério ou algo totalmente fantástico, faltando elementos para tornar a história mais forte.

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