Lucky Luke – Jolly Jumper já não responde – Bouzard

Depois dos volumes de Matthieu Bonhomme e de Mawil, eis novo álbum de homenagem ao cowboy mais rápido do Faroeste, Lucky Luke. Num estilo claramente menos clássico do que Bonhomme, mas não tão caricaturesco quanto Mawil, eis o que trouxe esta nova reinterpretação de Lucky Luke.

A história

Jolly Jumper já não fala com Lucky Luke. E Luke vai tentando de tudo para mudar a situação. Em paralelo, é chamado a resolver mais um problema com os irmãos Dalton. Desta vez não escaparam da prisão, mas sairão da prisão acompanhados por Lucky Luke.

Crítica

Esta reinterpretação de Lucky é uma paródia, que pega nas constantes do cowboy para as transformar e criar uma história mirabolante. Nas primeiras páginas explora a temática do cigarro, ou, mais especificamente, o facto do cowboy já não fumar, usando alternativas para a nicotina. Outro ponto será o relacionamento com o seu cavalo, que aqui não profere uma única palavra.

Goza-se com a constância nas roupas (sendo que Lucky até experimenta uma nova camisa). Usam-se, claro, os eternos vilões (os Irmãos Dalton) que acabam por expressar alguns detalhes do seu relacionamento. E sobre tudo isto, não poderia faltar o Defer.

Este álbum pega em todos os elementos mais clássicos e marcantes das aventuras de Lucky Luke para os transformar numa história cómica, um comentário a todas estas características, num tom irónico. O resultado é, claro, cómico e relaxado, ainda que nem sempre consiga o efeito desejado.

Já o desenho, não atinge o estilo realista de Bonhomme, nem o tom mais relaxado do Mawi, encontrando-se num intermédio onde se destaca o efeito de caricatura, sobretudo nas feições. O desenho destaca sobretudo as personagens, limitando-se ao essencial nas paisagens e localizações.

Conclusão

Jolly Jumper já não responde é uma leitura bem disposta que desconstrói vários dos elementos que caracterizando o famoso Lucky Luke (inclusivé, demonstrando a lentidão da sua sombra). Apesar de ter gostado, não é o meu favorito das homenagens, estando esse lugar ocupado pelo volume O Homem que Matou Lucky Luke.

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