Neste conto irónico, tudo é comandado por uma central – todos os humanos são qualificados segundo a sua utilidade para a sociedade (ou no trabalho que ocupam) e todos são vigiados, existindo um sentimento de falso livre arbítrio nas questões pessoais da sua vida.
A história começa quando um casal resolve testar o perfil genético do embrião, tendo surgido um alerta que poderá indicar uma doença, que não lhes é informada. Desconhecendo a gravidade do alerta, questionam-se sobre as consequências que poderá ter o nascimento. Enquanto se questionam, surge-lhes uma comunicação dizendo que, dado o futuro papel fulcral do bebé, o seu nível foi elevado, o que dá direito e menos trabalho, melhor apartamento e melhor viatura.
O pai continua reticente, questionando-se sobre as restrinções que terá como pai, se os defeitos genéticos do bebé forem muito pronunciados. Em tom de alerta é avisado que a última avaliação do seu trabalho indicava uma despromoção, e que deverá ter em consideração que se optarem pelo aborto, é o que deverá ocorrer. Relutante, o pai finge aceitar as circunstâncias.
Numa sociedade controlada ao limite qualquer divergência é considerada como uma traição e deixam de haver fronteiras entre o bem da sociedade e o bem pessoal, sendo que a liberdade aparente cedo se desmacara em forte argumentos psicóticos que encurralam o indivíduo como um pária.

