Os azuis a preto e branco – Os túnicas azuis vol.4 – Willy Lambil e Raoul Cauvin

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No quarto volume de Os Túnicas Azuis voltamos à Guerra da Secessão com a conhecida e cómica dupla. Este volume aproveita para explorar a personagem histórica Mathew B. Brady, um fotógrafo que, durante a guerra, e a mando de Lincoln, captava imagens de guerra.

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Depois de um primeiro encontro, pouco auspicioso (pelo menos para Chesterfield), a dupla é obrigada a acompanhar o fotógrafo que se arrisca a exercer a sua actividade nos piores locais da batalha.

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Não é com surpresa que Brady se lesiona, cabendo a Blutch tentar substitui-lo e registar os episódios bélicos. Aproveitando esta nova actividade para fugir da cavalaria (até que enfim!) torna-se um fotógrafo famoso.

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Este volume aproveita assim a dupla cómica para nos apresentar o trabalho de Brady ao longo da Guerra, através do qual aproximou a realidade das batalhas das populações ao publicar as fotos nos jornais.

A colecção Os Túnicas Azuis foi publicada pela Asa em parceria com o Público.

Assim foi: Lançamento Lovesenda de António de Macedo

Decorreu, no dia 18 de Fevereiro, o lançamento do muito esperado livro de fantasia de António de Macedo, Lovesenda, publicado pela Editorial Divergência. Em local privilegiado, na Biblioteca de São Lázaro em Lisboa, numa espectacular sala circular, o evento decorre com ausência do autor (que não compareceu por motivos de doença) mas com presença do filho.

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Logo no início podem assistir aos primeiros minutos do evento onde o editor, Pedro Cipriano, revela a surpresa que foi receber um manuscrito do tão famoso António de Macedo. Mais conhecido pela sua carreira cinematográfica, António de Macedo tem publicado, ao longo das últimas décadas, algumas obras de ficção, sobretudo ficção científica, de onde se destaca o livro de não ficção A Provocadora Realidade dos Mundos Imaginários.

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E porquê este destaque? É que já neste livro que compilava os vários textos de António de Macedo se percebia um forte trabalho de pesquisa, trabalho que, em Lovesenda, permite a criação de um trabalho monumental, intercalando lendas mouriscas com hábitos da época, sem descurar ritos pagãos e crenças cristãs que, na época, se misturavam facilmente.

Mas este forte trabalho de investigação serve apenas como base. Os fortes alicerces permitem a construção de uma história coesa, de prosa elegante, perfeita, que escorre facilmente de página em página. Para saberem mais sobre o livro deixo-vos os comentários feitos por Luís Filipe Silva, Rui Bastos e eu mesma ao livro. Ainda sobre o evento, eis a página oficial da editora.

O livro pode ser adquirido na página da editora, bem como na Leituria.

António de Macedo transporta-nos para uma época em que o encantamento coabitava com o mundano, um tempo de lendas e seres fantásticos, em que cada vida se tornava epopeia mil vezes relembrada (e reinventada). Eis a vida de Lovesenda e as tuas desaventuranças por terras portucalentes, quando ainda era possível tudo acontecer. Erudito, divertido e fascinante, eis António de Macedo no seu melhor.

– Luis Filipe Silva
http://blog.tecnofantasia.com

Uma história medieval em que o místico é contado de forma tão convincente que mais parece um relato histórico. Lovesenda é uma protagonista complexa rodeada de personagens interessantes. O confronto entre o Bem e o Mal é infiltrado por algo misterioso, ao mesmo tempo arcaico e moderno. Enfim, um livro fascinante tão identificável com o autor que chega a ser fotográfico.

– Rui Bastos
http://livrosimples.blogspot.pt/

Lovesenda é um daqueles casos raros em que a elegância da escrita, aliada a fortes descrições, cria um texto claro e deslizante. As narrativas entrelaçam-se, a imaginação é libertada e somos transportados para a remota história portuguesa, quando na Península conviviam mouros, cristãos e outras crenças. A existência simultânea de diversos misticismos cria um ambiente onde a realidade se difunde com o fantástico e os relatos lendários se tornam vívidos. Por tudo isto, Lovesenda é um marco na literatura fantástica portuguesa.

– Cristina Alves
https://osrascunhos.com

My work is not yet done – Thomas Ligotti

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Conhecido por ser uma personagem reclusa, quase escondida e desaparecida, Thomas Ligotti tem recebido ao longo dos vários anos de carreira, inúmeros prémios de onde se destacam 5 prémios Bram Stoker, 3 World Fantasy Award e 1 BFSA. My work is not yet done venceu dois, um Bram Stoker e um International Horror Guild Award.

Depositando pouca esperança na espécie humana, My Work is not yet done apresenta três histórias de terror corporativo. A primeira história, a mais extensa e que dá nome ao conjunto, começa por nos apresentar o horror das reuniões entre chefes onde cada tema é abertura para indirectas que enterram, sem possibilidade de resposta, os colegas.

Oscilando entre as palmadinhas nas costas e a identificação do elo mais fraco que podem atacar de seguida, estas reuniões entre chefes são os locais onde cada um define as suas estratégias destrutivas, ao mesmo tempo que fazem o mínimo possível para manterem o lugar e aproveitam para alimentar a fama de capacidades indispensáveis para a empresa.

A personagem principal, um dos chefes mais recentes, foi identificado como elo mais fraco. As reuniões são momentos tão terríveis que tece uma boa metáfora dos restantes identificando-os como porcos. Tal analogia só é ultrapassada pela associação do aspecto atarracado que têm nas cadeiras da reunião aos sete anões.

Claro que há uma altura em que a personagem principal, homem que tentou inovar ao introduzir um produto revolucionário (herege!), perde a razão e, ajudado por negras forças sobrenaturais, começa a ter uma macabra vingança sobre os sete anões.

Os dois contos seguintes, mais pequenos, são semelhantes, roçando o poder negro sobrenatural que estará por detrás do horror instigado no ambiente empresarial, referindo ambientes tão densos de tensão que funcionam como nevoeiro e impedem a normal circulação de pessoas.

Negro, sarcástico, inovador e quase cómico na forma como aproveita o ambiente aterrorizante de empresas que sugam as energias dos seus trabalhadores e que se impõem pelo medo da hierarquia, My work is not yet done revela a pouca esperança na humanidade

Resumo de Leituras – Fevereiro de 2017 (7)

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49 – Terra de Sonhos – Jiro Taniguchi – Este volume reúne duas histórias bastante distintas, uma primeira, mais longa em que assistimos aos últimos dias de um cão, um animal doméstico muito bem tratado que aguenta o sofrimento da velhice por longos dias, a que se segue a adopção de uma gata prenha que vem preencher o espaço deixado. A segunda é uma história sobre a exploração e o ultrapassar de barreiras físicas e mentais;

50 – Black Face – Túnicas azuis Vol. 9Willy Lambil e Raoul Cauvin – A série continua a explorar a guerra da Secessão aproveitando, neste caso, para explorar o tema da escravatura, um pretexto para fazer uma guerra de ambição e de busca por lucros, que pouco tem a ver com o trabalho escravo;

51 – Histórias de Vigaristas e canalhasOrganizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois, a antologia reúne várias histórias fantásticas protagonizadas por vilões em diversos cenários e premissas mirabolantes e imaginativas;

52 – Drifter – Vol.2 – Ivan Brandon e Nick Klein – Tal como no primeiro, a história não é linear e directa. Vamos observando o desenrolar de acontecimentos como meros espectadores, com pouco enquadramento ou compreensão e temos de ir construindo a história, com pistas espalhadas ao longo das várias narrativas.

Through the Woods – Emily Carroll

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Negro e sangrento – Through the woods apresenta uma série de histórias carregadas de monstros, alguns dos quais bem humanos, onde nem as crianças nem as jovens donzelas estão a salvo.

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Jovens donzelas que casam com senhores poderosos e descobrem os restos mortais de jovens esposas no castelo, restos que as irão assombrar para sempre, monstros semelhantes a humanos que iludem crianças a acompanhá-los, pessoas que servem de máscara a pequenos seres, capuchinhas que escapam ao lobo… mas por quantas noites?

Oh, but you must travel through these woods again & again and you must be lucky to avoid the wolf every time. But the wolf… the wolf only needs enought luck to find you once.

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Por mais simples que seja a narrativa, quase linear por vezes e expectável, todos os contos presentes em Through the woods estão impregnados de uma negridão quase total, onde, mesmo fisicamente intactos, ninguém escapa incólume.

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Algumas histórias são adaptações de contos conhecidos enquanto outras aproveitam medos comuns perpetuando a noção de que o Mundo é um lugar de perigos constantes que não se suspendem.

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Visualmente apresenta páginas de fortes contraste, onde o negro das histórias é sobreposto por balões de cores berrantes, elementos que nem sempre me agradaram e que conseguem, por vezes, quebrar o ambiente.

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Com alguns elementos interessantes do ponto de vista narrativo (alguma subversão, muita falta de esperança e resignação perante o destino que se apresenta) Through the woods contém um conjunto de histórias negro que mereciam maior desenvolvimento.

Destaque: Novas edições

Não são só os novos livros que devem ser destacados, mas também aqueles que se recuperam no mercado para não caírem em esquecimento. Eis alguns que serão lançados novamente nos próximos tempos:

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Um dos grandes livros de Italo Calvino, As Cidades Invisíveis, terá nova edição na colecção RTP, em capa dura e preço acessível. Este clássico da literatura fantástica apresenta várias cidades ficcionais descritas por Marco Polo ao Imperador Kublai Khan. Nomeado para o prémio Nebula, o livro já serviu de inspiração para uma Opera. Eis a sinopse:

A este imperador melancólico, que percebeu que o seu poder ilimitado conta pouco num mundo que caminha em direção à ruína, um viajante visionário fala de cidades impossíveis, por exemplo, uma cidade microscópica que se expande, se expande até que termina formada por muitas cidades concêntricas em expansão, uma cidade teia de aranha suspensa sobre um abismo, ou uma cidade bidimensional como Moriana. […] Creio que o livro não evoca apenas uma ideia atemporal de cidade, mas que desenvolve, ora implícita ora explicitamente, uma discussão sobre a cidade moderna. […] Penso ter escrito algo como um último poema de amor às cidades, quando é cada vez mais difícil vivê-las como cidades.» Italo Calvino «Ao projetar a sua própria voz nos relatos de cidades que pontuam o diálogo entre Marco Polo e Kublai Kan, Calvino reencontra essa capacidade dos antigos construtores de fábulas, e sabe transmitir o prazer que aquele que conta tem de suscitar no ouvinte, que é o próprio leitor.» Nuno Júdice Prefaciado por Nuno Júdice.

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Adaptado para cinema, O Prestígio é a história fantástica da rivalidade tempestuosa entre dois mágicos:

Uma história de segredos obsessivos e curiosidades insaciáveis. Londres, 1878. Dois jovens mágicos cruzam caminhos enquanto actuam em luxuosas salas de espectáculo vitorianas. E cedo nasce um feudo cruel que irá assombrar as suas vidas, levadas ao extremo pelo mistério de uma espantosa ilusão que ambos fazem em palco. A rivalidade instiga-os a atingir o pico das respectivas carreiras, mas com consequências terríveis. Na busca de um truque que conduza à ruína do rival, escolhem o caminho da ciência mais negra. O sangue será derramado, mas não será suficiente. No fim, o legado dos mágicos irá passar para as futuras gerações e serão os descendentes a ter de desvendar a teia de loucura que envolve estranhos actos de magia…

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Publicado há algum tempo no mercado português, retorna pela G Floy:

Há dois lados para cada história, e agora chegou a altura de ouvir o lado de Loki: o filho preterido de Odin vai contar a história toda do seu ponto de vista, a sua sede insaciável de poder, os seus sentimentos ambíguos para com Sif, a sua antipatia para com Balder, e o seu imenso ressentimento contra o seu irmão mais velho, Thor. Com a excepcional arte de Esad Ribic, um dos maiores artistas da Marvel, e argumento do romancista Robert Rodi, esta história auto-contida vai mostrar-nos Asgard como nunca a tínhamos visto! Loki tornou-se finalmente soberano de Asgard, e Odin foi colocado a ferros, tal como todos aqueles que batalharam em seu nome. No entanto, Loki vê-se cercado de antigos aliados e interesses vários, todos em busca de recompensa pela ajuda prestada na sua ascensão. E Hela, deusa do Reino dos Mortos, empurra-o para completar o seu triunfo com a execução de Thor. Loki terá de ponderar se a sua existência fará algum sentido sem o seu meio-irmão…

Sobre Loki deixo-vos, também, algumas páginas disponibilizadas pela editora:

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Louco Fuga – Rogério Coelho

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Visualmente espectacular, Louco Fuga é um livro peculiar onde um personagem foge ao cinzento do quotidiano e cria a sua própria liberdade entre realidades e visões, distribuindo um pouco de magia na vida dos que encontra e construindo histórias de aventuras heróicas.

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Personagem criada na Turma da Mónica, é uma personagem que vive no seu próprio mundo fantástico, em que objectos ganham vida, se transformam e falam. Tal como nas aventuras da Turma da Mónica chama Cebolinha de Cenourinha e as restantes crianças fascinam-se pelas histórias mirabolantes que conta, histórias que parece estar a ler de um livro com páginas em branco.

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Perseguido por vilões silenciosos de semblante fechado (não estivessem de armaduras que ocultam as feições) que pretendem suspender as histórias imaginadas, carregadas de possibilidades infinitas, Louco procura o papel heróico. Dirige-se assim à fortaleza sombria, de árvores retorcidas e tenta libertar o pássaro para que as suas histórias voltem a ser ouvidas.

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Do ponto de vista visual, Louco Fuga é diverso. Entre páginas mais sombrias mas deliciosas encontramos outras carregadas de cor e imaginação, que acompanham a narrativa saltitante e surpreendente que se desenrola. Saltita a história, saltita o cenário com uma variabilidade agradável e fascinante.

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Não esperem uma história dura e palpável. Carregada de saltos lógicos que transparecem a loucura da personagem principal, é sobretudo uma história imaginativa, muito menos cliché do que inicialmente poderíamos esperar que dá uma perspectiva engraçada da Turma da Mónica.

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O livro pode ser encontrado nas papelarias pela Panini Comics.

Destaque: O Norte e outros contos – Zamiatine

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Zamiatine é o autor de Nós, uma forte distopia que iria influencia bastante o trabalho de George Orwell em 1984. Do mesmo autor a Antígona publica agora O Norte e Outros Contos:

O Norte e Outros Contos reúne uma corajosa carta dirigida a Estaline e dez textos escritos entre 1912 e 1929, antes do exílio do autor em França. Num tempo de arte por decreto e de esperados elogios à Revolução Russa, o autor legava-nos linhas em tudo opostas ao almejado retrato do progresso. Num país numa encruzilhada da história, Zamiatine esmerava-se a traçar poéticos retratos de dramas humanos («Inundação»), mesclando ambientes oníricos e tradições de um povo destroçado e alheado dos seus mandantes («O Norte»), a jocosa denúncia social da burocracia («O Xis») e a inépcia dos homens nos novos papéis que a história lhes atribui («O Amparo dos Pecadores»). Nestes contos coroados por uma imaginação prodigiosa que converte cidades de utopia revolucionária em mais realistas e escuras cavernas pré-históricas («A Caverna»), Zamiatine dá voz e um lugar central ao homem.

 

Deadpool – A Guerra de Wade Wilson – Duane Swierczynski e Jason Pearson

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Entre a loucura e a trapaça pouco ou nada se pode acreditar no que Deadpool diz. Este volume reúne duas histórias em que Deadpool tem oportunidade para revelar como surgiu a sua identidade, como se destruiu a sua aparência, como se tornou mercenário. Herói consciente da sua presença numa banda desenhada, consciência que o torna ainda mais louco para os que o rodeiam, Deadpool é um misto de angústia e loucura inteligente.

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Deadpool é, na prática, um palhaço perigoso. Capturado no seguimento de uma missão que originou uma carnificina colossal, é chamado a testemunhar no senado americano. De máscara em máscara conta uma versão da sua história que poucos conseguem corroborar, nem que seja parcialmente. O homem que foi, Wade Wilson, poderá não ter existido, ou pelo menos não da forma como descreve.

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Desfigurado, Deadpool esconde-se por detrás da máscara e por detrás de uma grande dose de sarcasmo sob a forma de piadas constantes que oscilam entre a auto-comiseração e a perda da razão ou de percepção. Entre o que conta e o que sucedeu existe uma grande diferença, e no final ficamos sem perceber se a versão final é minimamente credível. Provavelmente não é.

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Para além da história que dá título, o volume apresenta uma outra história sobre a origem de Deadpool (X-Men Origins: Deadpool). Também aqui Deadpool conta a sua história, procurando, entre os argumentistas de Hollywood quem possa fazer uma boa adaptação.

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Tratando-se de Deadpool, a abordagem é violenta. De argumentista em argumentista, quase todos tentam, sem o ouvir, apresentar uma versão alternativa da sua própria vida, dando-lhe outra profissão ou outra origem. As entrevistas sucedem-se, deixando um rasto de sangue e destruição, até ao momento em que encontra, finalmente, alguém que começa por ouvir a versão de Deadpool.

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Rindo-se de si próprio, perante os que o rodeiam e perante o próprio leitor, consciente de que existe um leitor, Deadpool é uma personagem do qual nada se pode esperar. Pouco linear, escondido sob várias camadas de versões mais ou menos romanceadas dele próprio, ou demasiado brutais, percebemos que o verdadeiro Deadpool, que existe em raros momentos de sanidade, se encontra entre todas estas versões que utiliza a seu belo prazer, consoante a audiência e o objectivo.

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Este volume constitui o 36º de A Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel da Salvat.

Terra de Sonhos – Jiro Taniguchi

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Apesar de ter adorado  de O diário do meu pai, a temática levou-me a adiar a leitura deste Terra de Sonhos não sabendo que o que encontraria é bastante diferente. Foi a morte recente do autor que me levou ao livro e o que encontrei foi uma história fascinante sobre animais domésticos.

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O livro começa com Ter um cão, a história de um casal que vê desvanecer o companheiro de quinze anos. Cada vez mais fraco, arranjam esquemas para o conseguirem levar a passear, o momento alto do dia. Mas as pernas estão cada vez mais fracas, o apetite cada vez menor, e, recordando os bons momentos que passaram, o casal faz de tudo para aliviar a resistência que o cão revela durante as últimas semanas.

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Estes últimos momentos fazem-nos jurar nunca mais voltar a ter um animal de estimação, mas uma gata persa que não encontra lar resigna-os a aceitar novamente uma terceira companhia. A gata persa afinal está grávida e ao invés de uma gata acabam por ficar com 3 gatos em casa, a companhia perfeita para a sobrinha que vem passar o Verão com eles.

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A sobrinha, órfã de pai, refugia-se na casa dos tios com receio das mudanças que existirão em casa. A mãe pretende-se casar novamente e a jovem olha com desconfiança para o futuro padrasto. Entre a companhia dos gatos e a paixão do basebol que partilha com o tio, aprecia os momentos de fuga e de paz, que lhe permitirão enfrentar o que está para vir.

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A esta combinação de história que segue o quotidiano do casal e dos seus animais de estimação, segue-se uma história de exploração e aventura, de viagem, conquista e paixão. Um homem vai deixar o escalar das montanhas por uma promessa à esposa grávida e aproveita a última viagem sem saber que será quase a sua desgraça. Quando regressa cumpre o prometido, mas permanece irrequieto, optando por gastar as energias com outras actividades físicas que o poderão levar a esquecer as montanhas.

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A primeira história pode ter o que se pode considerar uma narrativa comum, mas nem por isso menos especial. Os animais que partilham o espaço connosco acabam por fazer parte do nosso quotidiano e por nos influenciar de formas que não imaginamos. De extrema sensibilidade, a primeira história é uma narrativa sentida que revela um enorme amor pelos animais de estimação.

Na segunda assistimos à tentativa de conquista e reconquista, ao desafio constante do que é selvagem e com o qual os homens se identificam, na possibilidade de explorar e ultrapassar barreiras.

Terra de Sonhos foi publicado pela Levoir na colecção Novelas Gráficas, lançada em parceria com o Público.

Outros livros do autor

Resumo de Leituras – Fevereiro de 2017 (6)

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45 – 47 – Os Túnicas Azuis – Vol. 5, 6 e 7 – Willy Lambil e Raoul Cauvin – A série continua a apresentar uma fórmula que funciona facilmente, centrando-se no relacionamento caricato entre as duas personagens principais para nos levar por cenários e factos históricos em torno da Guerra da Secessão. Neste três volumes acompanhamos a dupla ao México, cuja fronteira ultrapassam para fugir ao inimigo. Do outro lado encontram grupos de bandidos e populações submissas a estes, bem como uma estranha religiosidade. Noutro livro os soldados lesionados são encaminhados para uma vila que suporta o outro lado e ao invés de um acolhimento que lhes permita restabelecer a vila torna-se o cenário de uma pequena batalha. Finalmente, em Bronco Benny a dupla é enviada em missão para obter novos cavalos – uma missão mirabolante, carregada de imprevistos;

48 – Um jogo de ti – Sandman Vol. 5 – Neil Gaiman – Shawn McManus, Colleen Doran, Bryan Talbot, George Pratt, Stan Woch e Dick Giordano –  A terra dos sonhos não é tão estanque quanto poderíamos imaginar e por vezes escorre para a nossa realidade. Aqui acompanhamos Barbie e uma amiga da cidade. Barbie já não sonha, mas os seus antigos sonhos infantis vêm ter com ela numa sucessão de pesadelos reais.

Histórias de vigaristas e canalhas – Vários autores

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À semelhança de Histórias de Aventureiros e Patifes, Histórias de Vigaristas e Canalhas reúne contos de conhecidos autores de ficção científica e fantasia onde os protagonistas são ladrões, aldrabões ou trapaceiros. O ângulo de acção de todos é sempre, ou quase sempre, o de arranjar uma forma de lucrarem com a situação em que se encontram, arranjando esquemas mirabolantes e arriscados para enganarem os que os rodeiam.

A selecção foi feita pelos famosos Gardner Dozois e George R. R. Martin e inclui autores tão conhecidos como Joe Abercrombie (com vários livros publicados em Portugal pela 1001 Mundos), Steven Saylor (mais voltado para a ficção histórica com a famosa série Roma Sub-Rosa), Michael Swanwick (do qual foi publicado O Verdadeiro Dr. Fausto pela Saída de Emergência) ou Cherie Priest (ainda não publicada em Portugal mas muito conhecida pelo Steampunk).

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A antologia começa com Está difícil para todos, um conto de Joe Abercrombie que reflecte bem o espírito da restante ficção do autor onde as personagens, apesar de não totalmente más, se mostram implacáveis, escolhendo o único caminho que conhecem, o da criminalidade. Neste caso um estranho pacote é roubado sucessivamente por várias pessoas que escondem outros interesses (para além dos monetários). Um conto movimentado onde vamos conhecendo criminosos de vários tipos e capacidades.

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Em Heavy Metal, de Cherie Priest, forças muito antigas ocupam descampados e um peso pesado investiga o peculiar desaparecimento de dois jovens. A sobrevivente acredita que estes estarão mortos, mas a cena que descreve é, no mínimo, surreal. Envolvendo forças sobrenaturais e confrontos mágicos, é um conto com um desenvolvimento inesperado.

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O conto seguinte é de Carrie Vaughn, conhecida autora de fantasia sobrenatural, uma best-seller no género. O conto decorre num bar escondido onde duas senhoras esperam para fazer negócio. O que as traz não sabemos, mas logo percebemos que, no bar, o clima é de calma apenas aparente. Entre as várias personagens pouco humanas e de grandes poderes, o jogo ilegal decorre prometendo uma explosão a qualquer momento.

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Vencedor do World Fantasy Award e do John W. Campbell Memorial Award, Bradley Denton é um nome que não me recordo de ter lido anteriormente. O conto que aqui se encontra é uma reviravolta divertida onde ladrão que engana ladrão tem cem anos de perdão. Bem, não tem, mas pelo menos o aproveitar de um esquema em curso para roubar ladrões descuidados e inexperientes é quase como ver o Karma em acção – e é divertido.

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Diamantes de Tequila, de Walter Jon Williams, centra-se num actor com um passado sombrio. As filmagens do mais recente projecto em que se encontra envolvido decorrem no México. De figura pouco atraente, ganha sobretudo papéis de vilão. A par com a sua figura, tem, para maior publicidade, um falso romance com a grande actriz do elenco. As filmagens em cenário paradisíaco começam a correr mal quando encontra a falsa namorada morta no seu quarto, o resultado de um esquema químico que pode por em causa o negócio das drogas e das indústrias farmacêuticas.

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Do autor da trilogia fantástica iniciada com A Missão de Sabriel, Um carregamento de Marfins grupos diferentes de ladrões sobrepõem-se na sua missão nocturna, mas acabam por juntar forças para defrontar uma figura divina, imensa e raivosa.

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O conto de Matthew Hughes, A Estalagem das Sete Dádivas, é um dos melhores do conjunto, acompanhando um ladrão solitário e trapaceiro que, ao ouvir os gritos de socorro de um homem, capturado por seres fortes, canibais e horrendos, decide aguardar para que se afastem e poder recolher os objectos que o homem terá deixado. O que não conta é que entre estes objectos está um pequeno Deus encerrado numa pequena figura e que, ao tocar-lhe ficará possuído e obrigado a ir salvar o homem. Sempre em busca do melhor ângulo, acaba por arranjar um pequeno acordo com a divindade que se tornará bastante proveitoso.

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Steven Saylor é bastante conhecido pela série sub-rosa, uma série de ficção histórica que decorre na Roma Antiga, centrada num investigador maduro, Gordiano, de bom coração e casado (se tal se podia dizer para a época) com a escrava. Em Invisíveis em Tiro Gordiano é apenas um rapaz que acompanha o seu tutor, Antípatro. Na viagem que os dois realizam Antípatro tem objectivos obscuros que não contou a Gordiano, pretendendo adquirir uns antigos livros de sabedoria que conterão fórmulas para tudo e mais alguma coisa. Inclusivé, para a invisibilidade.

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Tawny Petticoats é o conto de Michael Swanwick onde dois trapaceiros de profissão procuram uma rapariga para pôr em curso os seus esquemas. Ao invés de uma jovem inocente ou ingénua encontram uma colega de profissão que alinha no golpe. Os visados não são boas pessoas. Um deles comanda os zombies da cidade, e outra as prostitutas. Os zombies não são os comuns mortos-vivos, mas seres humanos que, tendo contraindo dívida, ingerem uma poção que os fará desligar o cérebro e obedecer cegamente, para assim poderem pagar o que devem.

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O conto seguinte é de Lisa Tuttle, uma das autoras do genial Windhaven, O Curioso Caso das Esposas Mortas. Neste conto uma detective recebe um estranho caso em que uma menina, criança, acredita ter visto a falecida irmã, caminhando e respirando, no cemitério onde terá sido enterrado. Não crendo que a jovem está viva, mas percebendo que a história tem algo de estranho, a detective aceita o caso. O que encontra é um caso mirabolante de farsas e enganos.

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O último conto da antologia, O significado do Amor, apresenta o salvamento de uma jovem vendida pelo pai para trabalhar. Quem a salva não a conhece verdadeiramente mas foi compelido por a ter visto sob determinada luz – amor à primeira vista. Um trapaceiro profissional ajuda assim o amigo a salvar a jovem, recorrendo a esquemas mirabolantes em que envolve um antigo e perigoso militar.

O conjunto de histórias aqui reunido é sobretudo divertido, com desenvolvimentos inesperados e rocambolescos, aventuras onde os ladrões até se dão bem no meio de azares e tropelias. Os tons e os estilos são variados mas todos possuem a componente interessante de não terem como protagonistas os heróis típicos de honra e espada, mas antes pessoas de moral dúbia que recorrem a esquemas para darem volta às mais complicadas situações e ainda saírem a ganhar.

Histórias de vigaristas e canalhas foi publicado pela Saída de Emergência.

Destaque: Projecto – H.G.Wells – Ficção curta completa – Vol. 1

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Depois de publicarem clássicos da fantasia como Jurgen de James Branch Cabell, literatura subversiva de Vilhena, ou o fabuloso Casos de direito galáctico e outros textos esquecidos de Mário-Henrique Leiria, a E-Primatur continua a destacar-se com os projectos de 2017, neste caso com o primeiro volume da Ficção Curta Completa de H. G. Wells. Deixo-vos a sinopse:

Algumas das maiores obras-primas do conto em língua inglesa numa obra que reúne pela primeira vez um conjunto de textos essenciais do século XX.

Primeiro de dois volumes que compilam toda a ficção curta (contos e novelas) de um dos escritores mais influentes do século XX (o segundo volume será publicado em 2018).

H. G. Wells é essencialmente associado aos primórdios da ficção científica moderna, mas as suas obras são universais e lidas pelos mais diversos públicos. No caso dos seus contos e novelas, o leitor português terá pela primeira vez acesso a algumas obras inéditas, mas que marcaram a literatura universal. Ficará também a perceber que a maior parte da obra de Wells não se centra no universo da ficção científica e sim em temas universais: as ambições, medos, traumas e sonhos do ser humano.
Textos clássicos como «O Homem que Fazia Milagres», «A Máquina do Tempo» ou «O Bacilo Roubado» revelam de que forma o final do século XIX e começo do século XX acreditava no futuro da ciência como forma de melhorar a Humanidade.
Para além dos textos que envolvema ciência, Wells revela-se um excepcional retratista da sociedade da sua época, agudo observador de tipos e hábitos, das esperanças de um império britânico no começo da sua fase descendente em contraponto a um mundo moderno governado pela ciência.
Dos contos e novelas incluídos no primeiro volume, mais de 20 foram alvo de adaptações cinematográficas e televisivas (e quase todos foram adaptados a teatro radiofónico pela BBC).

Os Azuis da Marinha – Vol.3 Os Túnicas Azuis – Willy Lambil e Raoul Cauvin

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Que a dupla constituída pelo cabo Blutch e pelo sargento Chesterfield é insuportável, já tínhamos percebido nas histórias anteriores. Que fossem tão insuportáveis que acabassem sucessivamente transferidos de unidade em unidade é que não esperávamos.

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Na marinha os dois têm o privilégio de assistir e de se envolverem nas primeiras batalhas contra o USS Monitor, o primeiro navio couraçado, um género de submarino que destroçava qualquer navio inimigo. Terror dos mares, irá defrontar o CSS Virgina numa batalha que se tornará épica.

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Aproveitando a picardia existente entre as várias unidades (cavalaria, infantaria, artilharia e marinha) bem como o relacionamento dos dois personagens, a história move-se de componente em componente da batalha, concedendo uma perspectiva cómica em tornos dos factos históricos que apresenta.

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Leve e divertido, este terceiro volume volta a cumprir a função de, numa pequena história, relaxar e entreter, apesar do contexto que aqui é muito aliviado pela forma como se apresenta.

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A série Túnicas Azuis está a ser publicada pela parceria da Asa com o jornal Público.

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Resumo de Leituras – Fevereiro de 2017 (5)

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41 – 43 – Os túnicas azuis – Vol. 2, 3 e 4 – A série Os túnicas azuis que tem saído regularmente através de uma parceria da Asa com o jornal Público apresenta a Guerra da Secessão de uma forma leve e descontraída, utilizando a interacção tempestuosa (mas amistosa) entre um cabo e o seu sargento para dar as componentes cómicas de que precisa. Apesar de apresentar uma sucessão de episódios engraçados e leves, a série aproveita para apresentar alguns factos históricos interessantes e relevantes;

44 – Matiné – Marcelo Costa e Magno Costa -Uma boa homenagem aos filmes negros de acção constante onde as personagem de mau carácter parecem dominar, mas a presença de um justiceiro desenvolto e incorruptível consegue reverter algum do mal que se espalha. Destacando-se o trabalho gráfico e narrativo, Matiné é um livro demasiado pequeno que cruza três histórias curtas no mesmo estilo tempestuoso.

H-Alt – 3 – Diversos autores

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Cada vez maior, cada vez reunindo o talento de autores mais diversos e mais diferentes, a terceira revista da H-Alt possui histórias que se enquadram na ficção científica, na fantasia e no horror.

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O volume abre com uma história de bruxarias e destinos onde as intenções divergem bastante do esperado e prossegue para a exploração do desespero com a venda de um fármaco milagroso. Novamente as intenções divergem e o resultado é, no mínimo, irónico.

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Depois dos alienígenas que caminham quase invisíveis entre nós segue-se uma irónica história de Arthur Cordeiro que apresenta, para além do bom visual, uma boa narrativa. De seguida, voltamos a encontrar alienígenas – o espaço pode ser um local medonho mas quem fica assustado com o que encontra são os visitantes, numa história curta, amorosa e engraçada.

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Depois das espectaculares imagens do autor da capa, voltamos a encontrar alienígenas que tecem um plano para, com o mínimo esforço, conseguirem o que pretendem da humanidade, e viagens intergalácticas onde se usam teorias sobre a matéria negra para se escapar a um fim quase inevitável.

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Cruzando diversos géneros, estilos narrativos e abordagens visuais, H-Alt volta a trazer boas histórias curtas onde se destaca a componente gráfica mostrando que a maioria das parcerias atinge um resultado com um nível acima da média.

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Eventos: Devoradores de Livros – Fevereiro

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A tertúlia Devoradores de Livros tem data marcada para o dia 23 de Fevereiro e irá decorrer no lugar habitual, a Leituria em Lisboa. Esta sessão tem como convidado Tomás Múria, o guionista que adaptou o Ministério do Tempo para português.

Para mais detalhes podem consultar a página do evento.

Corto Maltese – Longínquas ilhas do Vento

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Conhecido pelas viagens melancólicas e pelas mais exóticas aventuras, finalmente decidi-me a pegar, pela primeira vez, num livro de Corto Maltese. O que encontrei foi confronto de culturas, um quase eterno problema de memória, uma queda para a aventura e para os confrontos mirabolantes.

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O livro reúne três histórias – Cabeças de cogumelo, Um negócio de “bananas” e Vodu para o senhor presidente, e começa com um bom texto introdutório que inclui notas históricas e culturais, bem como fotos a propósito. Algumas das referências das histórias como as cabeças miniaturas que as tribos sul americanas comercializam são reais, bem como as drogas que usavam para rituais. Todos estes elementos distanciam estas tribos da lógica ocidental conferindo-lhes uma moralidade própria e contribuem para criar o ambiente próprio e necessário para a primeira história.

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Depois de uma primeira história que mistura misticismo selvagem num sonho fantástico onde a memória é volátil e transformante, segue-se uma aventura movimentada e mirabolante onde se sucedem rapidamente episódios de tiro e morte. Recordando as histórias de agentes secretos como o 007 onde as femme fatale inebriam e confundem os homens, Um negócio de “bananas” apresenta uma revolução política numa república das bananas, carregada de corrupção e traição.

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A terceira história é um misto das duas anteriores, em temática e desenvolvimento. Em Vodu para o senhor presidente Corto Maltese vê-se nas Caraíbas. As ilhas tresandam a vodu e a feitiçaria, e uma mulher ocidental encontra-se em julgamento, acusada de utilizar o trabalho dos mortos para seu próprio proveito. Situação estranha que se entrelaça com uma farsa política e uma revolução em que Corto Maltese tem sobretudo um papel acessório. Não falta a misteriosa femme fatalle, distante mas conhecedora de segredos de Corto que o próprio desconhece, não falta a reviravolta mirabolante e esmagadora, nem a estranheza cultural, aqui utilizada de forma bastante diferente.

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Em Corto Maltese o desconhecido não está apenas nos locais onde se encontra, mas também na história e nele próprio. Agindo sobretudo como ferramenta, mais do que perpetuador, demonstra, também, quando necessário, a inteligência para se esgueirar a situações desnecessárias que seriam típicas aventuras de adolescente. Envolto pelos encantos femininos e levando à desgraça algumas das mulheres com as quais se envolve, a figura de Corto Maltese permanece um mistério distante ao longo das três aventuras, uma figura que pouco revela de si próprio, sempre em movimento. O resultado é a nostalgia da descoberta e da viagem onde as amarras se desvanecem e o mundo inteiro é possível.

Corto Maltese foi publicado pela Asa.

A prisão de Robertsonville – Vol. 2 – Os Túnicas Azuis – Willy Lambil e Raould Cauvin

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Capturados pelo inimigo na tenebrosa (e bastante famosa, mas não pelos melhores motivos) prisão de Robertsonville, o Sargento Chesterfield e o Cabo Blutch moem a paciência de qualquer um com as constantes e mirabolantes tentativas para escapar.

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Neste segundo volume assistimos à continuação do relacionamento disfuncional (mas comicamente funcional) entre o Sargento e o Cabo, o primeiro honrado e sempre pronto a partir em batalha, o segundo, cínico e sempre queixoso, esquivando-se à mínima oportunidade.

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A dupla funciona, conferindo às pequenas aventuras os detalhes cómicos de que necessita para conseguir contar e retratar alguns episódios e detalhes históricos da Guerra da Secessão, num ambiente leve e divertido que nos mantém na expectativa para o próximo detalhe rocambolesco.

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Em Portugal a série Os Túnicas Azuis foi recentemente republicada através da parceria da Asa com o jornal Público.

Eventos: MotelX – 10 anos de Terror

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No próximo dia 21, pelas 17h30, terá lugar, na Cinemateca de Lisboa, a apresentação do livro MotelX, 10 anos de Terror. A apresentação é seguida pela projecção do filme Society de Brian Yuzna, gratuita para os que tenham adquirido o livro (podem ver indicação na página oficial). A apresentação caberá a João Antunes, Pedro Souto & João Monteiro.

Para mais detalhes sobre o evento podem consultar a página.