Novidade: Saga Vol. 8

Uma das melhores séries de banda desenhada em curso chega ao oitavo volume no mercado português, sendo que o nono está programado para o Verão de 2019 e em 2020 o décimo (os autores decidiram fazer uma pausa maior entre os volumes da série). Deixo-vos a sinopse bem como algumas páginas disponibilizadas pela editora:

SAGA narra a luta de uma jovem família para encontrar o seu lugar num universo vasto e hostil, e já foi descrito como um encontro entre a Guerra das Estrelas e Romeu e Julieta no espaço. Depois dos eventos traumáticos da Guerra por Phang, Hazel e a sua família e companheiros iniciam uma aventura que os irá mudar para sempre, nos limites mais distantes da galáxia. E teremos a oportunidade de descobrir o que aconteceu a Ghüs e à Vontade!

Fantasia e ficção científica – e sexo, traição, morte, amor verdadeiro e vinganças obsessivas – juntam-se como nunca antes neste épico subversivo e provocante do escritor Brian K. Vaughan e da artista Fiona Staples, que questiona incessantemente as narrativas e preconceitos do nosso tempo através do contraste com o seu mundo surreal e bizarro.

“O génio de SAGA não está só no seu argumento hábil e inteligente ou na sua arte maravilhosa, mas na simples e tremenda coragem de ter uma aristocracia robot, assassinos com corpo de aranha, e uma gata mentirosa incrivelmente cativante. Esta explosão de ideias que existe em SAGA de algum modo condensa-se e transforma-se na mais essencial das bandas desenhadas modernas.”

– THE IRISH TIMES

SAGA já venceu doze Prémios Eisner – o galardão máximo da banda desenhada anglo-saxónica – entre os quais prémios para Melhor Série em Continuação, Melhor Nova Série, Melhor Argumento e Melhor Arte. Foi também premiado com o Hugo para Melhor História Gráfica – os Hugos distinguem a melhor ficção científica publicada em cada ano, e com uns incríveis dezassete Harveys, que premeiam os melhores comics independentes, incluindo Melhor Argumento, Melhor Artista, e Melhor Nova Série.

O volume 9 está programado para o início do Verão de 2019 em Portugal. Os autores fizeram uma pausa na produção da série, que deverá regressar depois em 2020 com o volume 10.

 

 

Futuroscópio – Miguel Montenegro

Em Futuroscópio o autor explora uma série de premissas futuristas, levando algumas das tendências actuais da nossa sociedade ao extremo – o extremo da vigilância, o extremo da estupidificação em massa, o extremo do afastamento da verdadeira ciência ou o extremo na entrega total à tecnologia.

De pequena história em pequena história, Miguel Montenegro debruça-se nas grandes questões sociais do presente mostrando sociedades distópicas onde, por exemplo, saber ler é grave, e ler um livro é crime passível de recondicionamento e estupidificação forçada do leitor. Ter capacidade de pensar, também. Aliás, o pensamento é algo que deve ser deixado de parte!

Noutro caso um jovem denuncia a medicina como prática incerta e baseada na crença, uma série de falácias que poderão ser prejudiciais à população. Pior do que ser condenado, o jovem é englobado na classe médica para, ele próprio, engordar das riquezas da classe e perceber as vantagens das práticas aplicadas.

Se por um lado assistimos à desvalorização da vida humana, por outro, esta, a vida, é mantida a todo o custo, mesmo quando alguém está cansado de viver eternamente, aspirando apenas a conseguir eliminar-se. A felicidade é uma espécie de imposição vazia, baseada em elementos supérfluos.

Nestes contos o futuro não é risonho e apesar de haver uma aparente felicidade dos cidadãos (da ignorância vem a felicidade) o futuro desenhado é um beco sem saída, sem evolução possível, uma regressão da humanidade que deixa, como  legado, a tecnologia, mas cuja inteligência dos humanos existentes não a poderia originar. Para o leitor trata-se de um constante contraste com tal mundo, que a mim me pareceu assustadora – não pelo retrato em si mas pelo receio da concretização de tal perspectiva extrema.

Miguel Montenegro explora, ainda, a sexualidade e as questões de género em três componentes distintas e bastante diferentes. Numa primeira, apresenta uma sociedade onde todos são fisicamente iguais, combinando os seus genes consoante a compatibilidade determinada por um programa. Querer ter um género é considerado uma traição e um desvio psicológico.

Noutra história, os “típicos” papéis encontram-se invertidos, com os homens a cuidar da casa e dos filhos, e as mulheres a desenvolver uma carreira e a terem um comportamento desrespeitoso e condescendente para com o outro género. No terceiro apresenta-se um cenário misógeno, de exercício de poder para dispor sexualmente das mulheres, quebrado por uma feminista que acaba por enfrentar a representação tradicional feminina.

Com este volume Miguel Montenegro demonstra ser capaz de duas coisas: capacidade em contar histórias e capacidade em apresentá-las graficamente. Por um lado as histórias apresentadas não são fáceis. Tratam-se de histórias futuristas e distópicas onde, sem grande introdução, conseguimos perceber o que acontece e onde, apesar de existirem temáticas já exploradas por outros autores, se reconhece um cunho próprio, um tom de ironia e crítica que consegue prosseguir por finais menos felizes (e por vezes, inesperados).

Por outro, apesar da complexidade das histórias, estas apresentam-se graficamente de forma competente e percetível, com capacidade para transmitir emoções e expor episódios de acção, resultando num volume de bom aspecto visual e de bons momentos narrativos.

Este volume foi publicado pela Arcádia, mas alguns destes contos já tinha encontrado em volumes anteriores de Apocryphus.

Outras publicações do autor:

Assim foi: Comic Con 2018

Fui pela primeira vez à Comic Con! Por um lado porque decorre em Lisboa, por outro porque fiz parte do júri dos Galardões Comic Con e porque ia apresentar o painel do Daniel Rodrigues no Domingo. Eis um pequeno apanhado sobre o evento: o bom, o mau e o vilão. Claro que, dados os meus interesses, o meu comentário centra-se nas vertentes que mais aprecio: livros, banda desenhada e jogos de tabuleiro.

Espaço dedicado à série Walking Dead

Acessos

Este foi, no Domino, O Vilão do evento. Pelo menos porque nesse dia houve condicionantes adicionais que, não sendo culpa da organização dificultaram o acesso ao evento.

O problema do acesso começou com estradas cortadas por uma corrida na marginal (ou algo do género). Talvez por esta razão, no Domingo, o estacionamento era inexistente. Fomos até Belém sem perspectiva de lugar. Optámos por fazer o resto do percurso de táxi mas nem este pode passar, algo que não é usual. Mas se até posso compreender que para nós os acessos fossem tão distantes. Mas vimos algumas pessoas com mobilidade reduzida (cadeira de rodas) que tiveram de fazer o percurso todo até à entrada do evento.

Saída de Emergência na Comic Con

Restauração

Li vários comentários referindo a pouca variedade de comida. A experiência, do nosso ponto de vista não foi má, considerando o tipo de evento e a expectativa que tinhamos. Quando quisemos comer, escolhemos e recebemos a comida em 5 minutos e até tivemos lugar sentados à sombra. Não vi confusão nem grandes filas e havia várias mesas espalhadas ao sol (demasiadas ao sol). A diversidade não era muita e não era barato. Mas também não achei excessivo para além do esperado.

Programação

Decididamente, O Mau. Uma confusão. A forma como é feita a divulgação e se encontra a informação na página oficial tornou difícil perceber, antes e durante o evento, quem estava onde, quando e a fazer o quê.  Vários autores e editoras tinham as duas publicações separadas, e os autores oscilavam entre o programa oficial do evento e o programa paralelo.

Para poder optimizar todas as presenças que me interessavam no evento, tinha de despender bastante tempo, coisas que não tive.

Espaço – Mapa e indicação

O evento dispunha de bastante espaço para se estender(O Bom). Mas faltavam indicações e organização. Cada stand estava voltado para o seu lado, e ainda que tivessem a mesma temática, não pareciam orientados para rapidamente se perceber a totalidade da oferta. Ainda, as indicações eram escassas – para alguém que pretendia estar em determinado local em determinada hora, houve alturas em que andei feita uma barata tonta. Ah. Quase me esquecia. Casas de banho. Costumam ser a parte esquecida da equação (excepto quando estão em estado miserável). Não vi muitas queixas nesta componente, o que, de si, é excepcional para um evento deste tamanho.

Os mais pequenos

Não levámos crianças ou jovens connosco, mas reparei que existiam várias actividades e espaços de que podiam dispor e divertirem-se!

O Espaço dos mais pequenos

Banda desenhada

Entre apresentações, sessões de autógrafos e stands, esta vertente estava bem representada mas parecia dispersa, sem aproveitar a totalidade dos interessados nessa componente:

  • Artist’s Alley – apertada, confusa e escura. Existiam várias bancas em que teria parado mais tempo se houvesse espaço, mas os visitantes acotovelavam-se. Existiam artistas semi escondidos e não era fácil dar com eles e deparei-me como autores convidados (Rubín, por exemplo) que não sabia que ia estar nesta zona no Domingo. Optei por contactar rapidamente aqueles que tinham livros que queria comprar, pedir os respectivos autógrafos e fugir. Sem dúvida O Vilão desta componente. Os autores que pagaram para expor o seu trabalho mereciam muito melhor;

 

Miguel Montenegro com o seu novo livro, Futuroscópio

Ricardo Venâncio

Pepedelrey

 

  • Painéis – alguns espaços encontravam-se rodeados de barulho, o que não facilitava a audição;
  • Autógrafos – confesso que não tive oportunidade para explorar esta vertente, dado ter planeado algumas entrevistas para o programa de rádio (vamos lá ver se possuem qualidade suficiente) mas várias pessoas que foram com o objectivo de recolher autógrafos se mostraram satisfeitas com o resultado – O Bom.

Jogos de tabuleiro

Talvez porque, em comparação com os videojogos, os jogos de tabuleiros não possuem, neste evento, a mesma quantidade de fãs, revelou-se uma parte com espaço suficiente para circular e comprar. Existiam bancas de várias editoras (a bons preços) e mesas para experimentar os jogos – O Bom.

Cosplay

Ainda que seja das vertentes do evento que menos me interessem, existiam fatos de grande qualidade, e de universos variados, conferindo um aspecto bastante interessante ao evento.

Steampunk

Existiam dois espaços Steampunk no evento, um com adereços próprios e informação, e outro dispondo um género de pavilhão de curiosidades, associado ao Custom Café (cujas fotos apresento a seguir).

Resultado

Quem lê parece que foi uma má experiência. Não foi. Também não foi excepcional. Para quem gosta de banda desenhada, livros e jogos de tabuleiro é um evento agradável, mas algo disperso. Esta dispersão sente-se em tudo: na comunicação das várias vertentes, tanto pública como aos que intervém nos painéis, ou na disposição da página web.

Compreendo que seja um evento de grande dimensão e que é a primeira vez neste espaço, mas existem vários elementos de pouco esforço que poderiam ter contribuído para uma melhor experiência.

Ether – Vol.1 – Matt Kindt e David Rubín

Em Ether a realidade que conhecemos é corrompida por uma série de portais para uma outra realidade fantásticas. Curioso, um homem de ciência viaja por estes portais com o objectivo de provar que mesmo este mundo fantástico pode ceder às regras das descobertas científicas e ser percebido de forma lógica.

A história começa com o inusitado processo de passagem, em que um gorila, após obter uma série de respostas, dá um pontapé no cientista e assim o encaminha para o mundo mágico. Mas desta vez a missão do cientista não seguirá o percurso normal pois houve um assassinato e os habitantes deste mundo precisam das suas capacidades dedutivas para perceber quem foi o assassino.

Oscilando entre a melancolia da obsessão pelo mundo fantástico (que impede a concretização de outros planos pessoais por parte da personagem principal) e os detalhes cómicos conferidos pelo seu sidekick (o gorila), Ether não explora uma premissa nova, mas fâ-lo de uma forma que achei de agradável leitura, destacando-se a forma como o cientista tenta aplicar as regras da lógica e se torna conhecido no mundo fantástico por esse processo estranho e incompreensível.

Do ponto de vista narrativo não é uma história perfeita, oscilando entre vários objectivos sem fechar algum (opinião que pode ser refeita quando ler o volume seguinte) e possuindo alguns saltos que se podem tornar ligeiramente confusos. Já do ponto de vista visual possui o estilo de David Rubín, que neste caso se une bem à componente narrativa, destacando o tom caricato de algumas personagens e os elementos do mundo fantástico.

O resultado é agradável, de fácil e divertida leitura apesar do contraste entre o ar bem disposto (cores alegres e aspecto caricato) e a urgência final quando as diferentes realidade perdem a sua integridade. Sem considerar excelente é uma boa e recomendável leitura.

Apocryphus – Vol.3 – Femme Power

Apocryphus surpreendeu positivamente nos primeiros dois volumes pela elevada qualidade de impressão e pelo aspecto gráfico. Já neste terceiro mantém a qualidade visual e aumenta bastante a qualidade narrativa, com pequenas histórias para todos os géneros que se centram em protagonistas femininas.

A primeira história, Scouting for girls, de Fernando Lucas, traz-nos um mundo decadente em guerra onde qualquer truque é bem vindo para passar a perna ao inimigo. Na segunda, Os níveis inferiores, o futuro continua deprimente, com argumento de Keith W. Cunningham e desenho de Miguel Jorge onde se apresenta uma sociedade distópica onde as rações podem ser cortadas àqueles que não contribuam da maneira desejada para a sociedade.

Em Suor e Aço, João Oliveira (argumento), Diana Andrade (Arte) e Mariana Flores (cores) colaboram para apresentar uma história em que os género masculino e feminino competem em igualdade. Já em Azul de Mariana Flores utiliza-se a arte como escapatória.

A Cura, a história de Maria João Lima (Argumento) e Ana Varela (Arte) apresenta uma perseguição pela floresta em busca de uma pessoa, enquanto em Femme Power de Miguel Montenegro se começa com um cenário misógeno quebrado por uma feminista que enfrenta a representação tradicional feminina.

Em Os Lobos de White Mist de Inocência Dias (argumento) e Daniel da Silva Lopes (Arte) apresenta-se uma história fantástica em que uma cidade se encontra coberta de espinhos e sem vida! Ainda que esta descrição seja conhecida, o desenrolar não vai de encontro às expectativas.

Este volume fecha com O Mito da Recriaçao, por Sofia Freire (Argumento), Felipe Coelho (Arte) e Fernando Madeira (Legendagem), uma história futurista em que os humanos deixam de ter caracteres primários e secundários de género por conta de uma intervenção!

Apocryphus regressa este ano com um terceiro volume de melhor qualidade narrativa, mantendo o nível gráfico a que já nos habituou. Entre cada história alterna-se o estilo e o resultado é um volume visualmente chamativo onde se denota o especial cuidado que houve em aumentar a presença feminina.

O terceiro volume esteve na banca na Comic Con mas encontra-se prevista uma sessão oficial de lançamento no Fórum Fantástico. Os vários volumes de Apocryphus encontram-se disponíveis na Convergência (este terceiro ainda não). 

Novidade: Mickey Vol.8

A série Mickey da Goody continua com Mágicos Disney: O Desejado Regresso. Deixo-vos alguma informação sobre este volume:

Conteúdo

MÁGICOS DE MICKEY MONDIMONTANHAS PARTE1
MÁGICOS DE MICKEY MONDIMONTANHAS PARTE2
MICKEY E O INCRÍVEL VLADIMIR
VAMOS MUUUVER! MAS QUE FÉRIAS
MICKEY NÃO EXISTE
INDIANA PATETA E A SELVA DE TRÂNSITO
MICKEY E A ARTE DO PERFEITO VIAJANTE
VISITA INESPERADA

 

 

 

O cogumelo vermelho – H. G. Wells

Este pequeno livrinho, comprado em segunda mão na Barata, contém três curiosos contos de H. G. Wells que pertencem à ficção especulativa, oscilando entre o fantástico e a ficção científica. No primeiro, que dá nome ao título, um homem sai de casa furioso, farto das festas que a sua esposa quer manter todos os Domingos, dia Santo, ameaçando a sua seriedade enquanto homem de negócios. É neste estado que encontra uns cogumelos vermelhos que ingere – o resultado há-de mudar o equilíbrio familiar para sempre!

Em A Estranha doença de Davidson um homem é atacado por uma maleita que o faz ver outra realidade totalmente diferente daquela em que se encontra. Confuso, vai recuperando a visão da realidade actual muito lentamente. O que afinal viu durante a doença será revelado, mas como e porquê permanecerá um mistério.

No terceiro conto, O novo acelerador, um investigador desenvolve uma poção que tem um efeito peculiar em quem a ingere – acelera a pessoa ao ponto de viver horas enquanto em seu redor passam escassos segundos. Neste caso tomam-na dois homens que conseguem atravessar a cidade sem que nada se mexa em seu redor.

Os três contos possuem elementos de ficção científica ou de fantástico, principalmente se considerarmos o desenvolvimento da ciência para a época. Os três contos são quase mundanos, levando os seus protagonistas a voltar à realidade banal. Notam-se alguns elementos discriminatórios mas são espelho da época em que o autor viveu.

O cogumelo vermelho foi publicado na colecção Mosaico.

Resumo de Leituras – Setembro de 2018 (3)

168 – Mensur – Rafael Coutinho – Com saltos narrativos e movimentações pouco directas, de termos algo difíceis de apanhar para português, Mensur de Rafael Coutinho é uma banda desenhada interessante, movimentada e graficamente brilhante onde a honra tem papel principal;

169 – Visão – Vol. 1 – Há vários anos que tenho este livro na lista de livros a adquirir! E realmente corresponde às várias críticas positivas! A família de Visão tenta integrar-se entre os humanos fazendo-nos questionar o que é humano, o que é máquina e pensamento lógico, bem como o poder dos relacionamentos e da vontade de querer a concretização de um sonho;

170 / 171 – Batman – O príncipe encantado das trevas vol.1 /2- Marini – Ainda que a narrativa tenha algumas falhas (clichés, desenvolvimentos expectáveis) o aspecto gráfico é fabuloso, fazendo com que a leitura se transforme no assistir de um brutal filme de acção.

Batman – O príncipe encantado das trevas – Vol.1 e 2 – Marini

Apesar de ser um herói peculiar, pela aura deprimida e soturna, não costumo ler muitos livros de Batman. Mas este, de Marini, tem tal qualidade gráfica que, quando o terminei, quase acreditava ter visto um filme e não lido uma banda desenhada. São varios os episódios movimentos e de confronto tenso, mas sem descurar os episódios mais pausados e introspectivos, demonstrando mestria na componente narrativa, de grande envolvência.

O príncipe encantado das trevas alterna o foco entre dois casais peculiares – o de Batman com a Catwoman, e o de Joker com Harley Quinn. O aniversário de Quinn aproxima-se e Joker irá tentar obter o presente perfeito. Falhando redondamente e enfrentando a fúria da sua apaixonada de humores flutuantes – não sem, pelo meio, chacinar a quase totalidade da sua equipa de bandidos contratados. Salva-se um anão com tendências suicidas e comentários cínicos e depressivos.

Um plano para arranjar um novo presente para Quinn surge quando uma mulher vem a público acusar Bruce Wayne de ser o pai da sua filha. Joker rapta a miúda com o objectivo de manipular Batman mas não conta com o carácter destemido da criança, nem com a fúria do herói que irá virar a cidade do avesso para encontrar o esconderijo de Joker.

Os dois volumes de O príncipe encantado das trevas possuem um formato maior do que é habitual para os volumes da DC publicados pela Levoir, destacando o belíssimo aspecto gráfico desta história, em que Marini é narrador e desenhador, conciliando ambas as vertentes. A linha narrativa tem vários pontos previsíveis e as personagens correspondem aos usuais clichés de género (principalmente as mulheres, voláteis e incompreensíveis) mas o que se destaca é mesmo o aspecto gráfico.

Os dois volumes de O príncipe encantado das trevas foram publicados pela Levoir.

Novidade: Corto Maltese – Sob o signo do Capricórnio – Hugo Pratt

A Arte de Autor anuncia dois novos  lançamentos de Corto Maltese para este mês, dois livros a preto e branco com prefácio a cores. Deixo-vos a sinopse do volume, bem como algumas páginas disponibilizadas pela editora:

No início do seu período tropical, em plena I Guerra Mundial, Corto Maltese – «o último representante de uma dinastia completamente extinta que acreditava na generosidade e no heroísmo» – faz amizade com o jovem inglês Tristan Bantam, meio-irmão de Morgana Dias dos Santos, praticante de macumba e pupila da visionária Boca Dourada, a quem visita na Baía acompanhado por Steiner, antigo professor da universidade Praga e futuro companheiro de viagens, na pista de tesouros misteriosos, cumprindo o seu destino de cavalheiro da fortuna.

 

 

 

Novidade: Marvel Vol.1 Série 2- Thor

A colecção Marvel Especial tem segunda parte e começa com um volume de Thor, Guerra dos Reinos. Deixo-vos a sinopse, bem como detalhe de conteúdo e algumas páginas disponibilizadas pela editora:

A GUERRA DOS REINOS – As ações de Odin, o “pai-de-todos”, estão a gerar o caos nos Nove Reinos e está prestes a iniciar-se uma guerra a uma escala nunca antes vista. Malekith e os Elfos Negros estão a atacar Alfheim e Thor (Jane Foster) faz tudo o que consegue para os proteger. Mas os planos de Malekith são muito mais cruéis e que a aniquilação dos Elfos Brancos ou um ataque brutal que pudesse ser travado por Thor. Não… Os planos dele são unir os Elfos Brancos e­ Negros através do casamento com Aelsa, Rainha dos Elfos Brancos. Em Asgard a situação não está melhor. Odin ­levou a julgamento a sua própria mulher, a Lady Freyja. Com a “mãe-de- todos” a ser julgada e Heimdall na ­prisão, tem início uma autêntica guerra civil no seio de Asgard. Freyja, Loki e muitos outros tentam proteger o ­reino de Cul Borson, enquando Thor testa os seus poderes numa batalha contra o grande Odin.

Detalhe de conteúdo:

MIGHTY THOR (2015) #3-8 – POR JASON AARON, RUSSELL DAUTERMAN e MATTHEW WILSON

 

Resumo de Leituras – Setembro de 2018 (2)

164 – Morte – Neil Gaiman – Voltamos ao Universo de Sandman, mas desta vez centrados na irmã do senhor dos sonhos, Morte. Morte vive entre os mortais uma vez por ano. A sua vinda não passa despercebida entre uma série de personalidades fantásticas que a tentarão usar para os seus próprios fins;

165 – Dicionário cómico – José Vilhena – Neste pequeno dicionário Vilhena usa algumas palavras para expressar ironia e sarcasmo para com a sociedade, revelando duras verdades em curtos trejeitos;

166 – 100 Balas – Primeiro disparo, última rodada – O primeiro volume desta famosa série aparece pela Levoir em comemoração dos 25 anos da Vertigo, mostrando histórias completas. Neste volume percebemos que quem paga pelos crimes não é quem os comete. Quem sofre são os inocentes que afinal vão ter uma forma de corrigir as injustiças;

167 – Ether Vol.1 – Matt Kindt e David Rubín – A premissa de viajar entre mundos através de mecanismos fantásticos não é nova. Mas não é a novidade da premissa que aqui se torna interessante, mas a forma como é explorada, seguindo um homem dedicado à ciência que pretende explicar cientificamente os portais e as diferentes regras dos mundos em que viaja. Apesar de ter algumas falhas narrativas é uma leitura bastante interessante que me levará a comprar o segundo volume.

Novidade: Nova colecção Clássicos da Literatura Universal

A Goody lança nova colecção Disney no formato maior, melhor qualidade de impressão e com extras de outras séries anteriores como Fantomius. Deixo-vos a sinopse do primeiro volume, bem como previsão de lançamento e algumas páginas disponibilizadas pela editora:

Moby Dick

Nesta edição Apresentamos Moby Dick em versão banda desenhada com Patinhas e companhia a desempenharem os principais papéis. Este conhecido clássico é aqui apresentado com ilustrações cuidadas e um adaptação de argumento brilhante, que conferem uma dinâmica única a cada página da história. Apesar do traço de desenho e das tonalidades de cor serem bastante diferentes do habitual da BD Disney, a qualidade diferenciadora é ostensivamente revelada em cada plano da história. Moby Dick é uma narrativa na primeira pessoa, mais especificamente é o relato da viagem feito pelo marinheiro Ismael.

A viagem é feita no baleeiro Pequod e tem como principal objetivo caçar e abater a grande e feroz baleia branca de seu nome Moby Dick.

Pela Estrada Fora

Pela Estrada Fora foi escrito em apenas três semanas. O manuscrito foi revisto pela editora que, além de inserir pontuação na obra, eliminou cerca de 120 páginas do original. A obra, quase autobiográfica, conta as viagens de dois amigos pelos Estados Unidos da América e México, numa época em que todos os jovens sonhavam em realizar esse ato de liberdade. Vivia-se o ano de 1957 e o rock n’roll era a banda sonora de fundo. De imediato, esta obra foi bem recebida tanto pelo público como pela crítica, catapultando Jack Kerouac para a fama e para ser um dos mentores do movimento literário geração beat.

PLANO EDITORIAL
Volume 1 (144 pág.) // 30-08-2018

Moby Dick (inspirado no romance homónimo de Herman Melville)
>Pela Estrada Fora (inspirado no romance homónimo de Jack Kerouak)

Volume 2 (128 pág.) // 13-09-2018
>Drácula de Rat Stoker (inspirado no Drácula de Bram Stoker)
>Os Contos de Edgar Allan Patoe (inspirado nos Contos de Edgar Allan Poe)

Volume 3 (128 pág.) // 20-09-2018
>As Fantásticas Aventuras de Dom Patetone e do seu fiel escudeiro Miguel Mickancho (inspirado no Dom Quixote de La Mancha de Cervantes)
>Ilha do Tesouro (inspirado no romance A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson)

Volume 4 (128 pág.) // 27-09-2018
>O Mundo Perdido (inspirado no romance homónimo de Arthur Conan Doyle)
>Sir Lancelote e os Cavaleiros da Távola que Abunda (inspirado na lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda)

Volume 5 (128 pág.) // 04-10-2018
>Mickeynix e a Confusão dos Gauleses (inspirado no universo Asterix de Goscinny e Uderzo)
>A Balada do Rato Salgado (inspirado em A Balada do Mar Salgado de Corto Maltese)

 

Novidade: Apocryphus 3

O terceiro volume de Apocryphus será apresentado oficialmente no Fórum Fantástico mas, para os interessados, o editor irá apresentar o livro no Artist Alley, Eis mais informação e algumas páginas (magníficas) disponibilizadas:

Para Femme Power, foi pedido aos autores que criassem histórias com personagens femininos a conduzir a história e quinze autores chegaram-se à frente para criar oito histórias para o maior volume de Apocryphus até à data (104 páginas).
Fernando Lucas regressa à banda desenhada com o conto “Scouting for Girls“; Keith Cunnigham junta-se outra vez a Miguel Jorge para uma revolta espacial em “Os Níveis Inferiores“; uma modalidade desportiva pouco conhecida, dá-se a conhecer pelas mãos de João Oliveira, Diana Andrade e Mariana Flores em “Suor e Aço“; Mariana Flores trás também uma história de sua autoria em “Azul“; Fantasia e Ficção Ciêntifica juntam-se num conto de Maria João Lima com Arte de Ana Varela intitulado “A Cura“; Presente em todos os outros volumes, Miguel Montegro entitulou a sua história com o mesmo nome deste volume, “Femme Power“,  para aqui marcar a sua presença; também presente desde o primeiro volume, Inocência Dias regressa com a história “Os Lobos de White Mist” desta vez com a arte de Daniel da Silva Lopes e Sofia Freire escreveu “O Mito da Recriação” com arte de Filipe Coelho.
Em formato “script”, está também incluída a história (O)dor escrita por Nuno Amaral Jorge para o tema “Femme Power”.
Como habitual, o artista de capa é apresentado ao leitor numa entrevista e mostra de trabalho no interior. Desta vez é um incontído privilégio poder contar com o trabalho fabuloso de Sara Leal para a imagem deste terceiro volume.
Apesar de ter um modelo de trabalho e de distribuição tão diferente, Aporcryphus tornou-se rápidamente num projecto extremamente aliciante para os vinte e dois nomes já envolvidos desde a sua génese e vai continuar.

 

 

Novidade: A Chave de Loki – Mark Lawrence

Encontra-se agendado, para 17 de Setembro, o lançamento do próximo livro de Mark Lawrence pela Topseller, A Chave de Loki.  Deixo-vos a sinopse:

Dizem que a chave de Loki pode abrir as portas do inferno.

Mas o que estará do outro lado?

Snorri, o grande e poderoso soldado do Norte, está desesperado para recuperar a sua família. Agora que tem a chave que pertencia ao deus das mentiras, precisa apenas de encontrar a porta do inferno para os trazer para o mundo dos vivos.

Jalan, o neto da Rainha Vermelha, quer apenas voltar para o Sul, onde há sol e raparigas bonitas para seduzir. Mas está preso a Snorri por um pacto mágico, e resta-lhe apenas tentar impedi-lo de mergulhar o mundo na escuridão.

Enquanto procuram pela porta, no entanto, mais alguém os vigia. O Rei Morto quer recuperar a sua chave, para poder libertar os seus exércitos. E não vai olhar a meios para atingir esse fim.

Novidade: Beowulf – Santiago Garcia e David Rubin

Beowulf é daqueles livros que nunca pensei ver publicado no mercado português – uma banda desenhada épica que foi recentemente publicada pela Image com um formato de página maior do que o habitual. Trata-se de uma banda desenhada de escassas palavras, onde se segue a história heróica do homem que caça monstros. Esta banda desenhada chega ao mercado português por uma nova editora, Ala dos Livros.

Deixo-vos a minha opinião da leitura inglesa, bem como a sinopse e algumas páginas da edição portuguesa:

SANTIAGO GARCIA e DAVID RUBIN uniram os seus talentos para recriar o mito de Beowulf, o qual,  inspirado num poema épico com o mesmo título, sobreviveu durante mais de mil anos  e tornou-se um dos pilares da literatura inglesa, tendo influenciado várias gerações de autores de  J.R.R. Tolkien e Seamus Heaney a inúmeros argumentistas de Hollywood.

O poema narra as aventuras BEOWULF, um herói escandinavo com força sobre-humana, por terras que actualmente pertencem à Dinamarca e à Suécia. Um monstro, Grendel, atemoriza durante mais de uma década o reino dos Daneses, devorando homens e mulheres até à chegada de Beowulf, que se propõe salvá-los.

A versão que García e  Rubín propõem segue fielmente o argumento e a estrutura em três actos do texto original, não pretendendo ser revisionista, irónica ou pós-moderna, mas captando o ambiente  e os detalhes mais importantes, transmitindo a poderosa ressonância épica e melancólica dos seus versos através dos recursos formais da banda desenhada contemporânea.

Os autores pegam pois numa história milenar dando-lhe uma perspectiva moderna que se mantem respeitosamente fiel à fonte original.

 

Resumo de Leituras: Setembro de 2018

160 – Morro na favela – André Diniz – O autor explora neste livro a vida de Maurício Hora, um fotógrafo que cresceu nas favelas e que ganhou notoriedade fotogrando a vida das pessoas que o rodeavam e dando especial ênfase a dura realidade que o rodeava;

161 – Steampunk Internacional – Esta antologia da Editorial Divergência é uma parceria com ingleses e filandeses, reunindo assim autores nacionais e estrangeiros. Constitui uma antologia de nível bastante acima do que tem sido publicado a nível nacional (estamos a falar de autores estrangeiros que são bastante conhecidos no mercado anglo saxónico) e uma das melhoras apostas da editora nos últimos tempos;

162 – How to fracture a fairy tale – Jane Yolen – Neste volume a autora constrói lendas conhecidas, transformando-as em contos modernos ou mais realistas, alterando o curso das histórias. Não podem, claro, faltar as questões que agora se podem fazer em relação aos contos, como o motivo pelo qual um príncipe quereria beijar uma princesa morta num caixão de vidro;

163 – Novembro – Sebastià Cabot -Neste livro o autor explora os relacionamentos e a actualidade, não faltando as relações efémeras, o uso excessivo do telemóvel como meio de comunicação e a dificuldade em estabelecer relações, onde se realça alguma nostalgia pelo passado, cristalizado como romanticamente perfeito.

Novidade: Mágicos de Mickey Vol.2

Foi publicado, no dia 23 de Agosto, o segundo e último volume de Os Mágicos de Mickey. Deixo-vos detalhe de conteúdo, bem como sinopse, e algumas páginas disponibilizadas pela editora:

MÁGICOS DE MICKEY: A IDADE DAS TREVAS
Os Mágicos de Mickey, equipa composta por Mickey, Pateta, Donald e a sua cria de dragão Fafnir, provocaram por engano o despertar dos Dragões Antigos. Estes seres lendários e poderosos preparam-se agora para conquistar o mundo e não resta outra hipótese à nossa equipa que não tentar travar as suas intenções. Para tal, Mickey terá de reunir os cinco elementos da Grande Armadura, escondidos em diferentes labirintos. Um clássico da banda desenhada Disney, que conta com o argumento de Stefano Ambrosio e arte de Vitale Mangiatordi, Francesco D’Ippolito, Alessandro Perina e Lorenzo Pastrovicchio.

Histórias
AS CHAVES ENFEITIÇADAS
OS GUARDIÕES DAS TREVAS
O BASTIÃO DO DRAGÃO
OS CHIFRES DE OGGOTH
DE VOLTA A CASA

Lightspeed Magazine – Abril 2018

Este número começa com um excelente conto, What is Eve? de Will McIntosh, em que um grupo de crianças se vê num autocarro, envolvidas num programa especial do governo que poderá determinar o seu futuro. Novas demais para pensarem em programas de férias como decisivos numa profissão longínquoa, estas crianças vão para uma escola de condições excelentes, quase normais, não fossem os aparelhos de escuta e os auriculares que têm de usar permanentemente (e através dos quais podem receber ordens sobre o que dizer ou como se comportarem. Ah. E o estranho monstro que com eles frequenta as aulas.

De capacidades violentas (que exerceu rapidamente contra uma professora) este monstro empatiza com as crianças mas sente-se demasiado vigiado, monstrando uma atitude permanente de desafio contra a autoridade. Mas que razão poderá levar um programa secreto do estado a fechar umas quantas crianças na mesma sala que um monstro capaz de violência? A história consegue manter o interesse no mistério que se revela lentamente, fechando de forma elegante, mas deixando um arrepio sobre as possibilidades que explora.

Novela em histórias que se destacou em 2007 nos prémios literários asiáticos

Webs de Mary Anne Mohanraj é a segunda história e não desilude em relação à primeira. Nesta história os problemas de discriminação agudizam-se numa colónia humana noutro planeta. Não contra as diferenças raciais, políticas ou religiosas, mas contra aqueles que efectuaram diferenças estruturais nos seus corpos e que lhes permitem, por exemplo, voar. Comparativamente, a alteração de sexo é banal e até ignorada por estes propagadores de novos ódios.

Explorando a evolução dos relacionamentos humanos ao longo da vida, em que amizades e amores fortes se estabelecem mas, também, esmorecem sem se perceber a razão concreta para tal, a história alieniza-se da realidade actual para apresentar a discriminação levada ao extremo, como resultado do medo que gera o ódio cego e violento.

The Elephant’s Crematorium de Timothy Mudie é uma história menos coesa,  embarcando num quase New Weird, sonhador, ainda que tenha excelentes momentos em que a urgência apolíptica se faz sentir. Na realidade retratada a realidade está em quebra, levando a bolhas que impedem a comunicação e a viagem. Uma investigadora encontra-se em África para estudar elefantes, mas nesta nova realidade assiste à morte destes animais que se vão em chamas sem que se perceba a existência de uma fonte de ignição.

Já em Mozart on the Kalahari de Steven Barnes acompanhamos um jovem que tenta vencer a pobreza, almejando um sonho que o leva a realizar uma série de ilegalidades prodigiosas que provam a sua inteligência e o seu desespero. Também não é uma história perfeita, mas reflecte o desespero de um mundo em declínio ecológico e económico, em que os ricos conseguem safar-se das doenças e os pobres vivem condenados pelas suas limitadas possibilidades.

O livro de contos de Carmen Maria Machado já foi publicado em Portugal

A componente de fantasia abre com uma história de Carmen Maria Machado, The Old Women who were skinned, revertendo os tradicionais contos fantásticos – ou melhor – se calhar voltando. Os contos não são fofinhos e carregados de príncipes e finais felizes. Os reis dispõem dos seus súbitos como querem, e, apesar dos detalhes fantásticos, a vida das mulheres pouco vale neste mundo.

A place without portals de Adam-Troy Castro começa da forma como muitos contos fantásticos terminam: com uma criança a acordar de um sonho em que era a heroína num reino fantástico, e a aperceber-se de se encontrar num mundo normal. Ainda que a premissa seja interessante, a forma como este conto foi apresentado não me envolveu grandemente.

Em The Snow Train de Ken Liu apresenta-se um comboio misterioso que abrirá o caminho por entre a neve para os restantes, enquanto em Nitrate Nocturnes de Ruth Joffre se sabe em quantos dias se conhecerá a alma gémea. Enquanto o primeiro é uma boa história que se estende demasiado, o segundo envolve componentes como sexualidade e relações de poder entre géneros, mas de uma forma que não me convenceu totalmente.

Este número termina com Lazy Dog Out, uma Space Opera movimentada e envolvente, que opõe poderosos a trabalhadores e desconhecidos, tornando-se numa história de amor heróico num cenário de elevada tecnologia. É, portanto, uma história carregada de esperança na humanidade e na capacidade de vencer o bem, contrastando com a dura realidade apresentada noutras histórias deste volume.

Estas histórias encontram-se disponíveis gratuitamente. Basta clicar no título:

What is Eve?

Webs

The Elephant’s Crematorium

Mozart on the Kalahari

The old women who were skinned

A place without portals

The Snow Train

Nitrate Nocturnes