Guillermo del Toro é mais conhecido pelos seus filmes de horror fantástico como Labirinto do Fauno, El Dspinazo del Diablo ou Chronos, iniciando-se agora no mundo da escrita com The Strain, o seu primeiro livro, escrito em conjunto com Chuck Hogan.
Este é mais um livro de vampiros, mas bem diferente da vaga de vampiragem romântica que está tão em voga, relembrando antes os filmes de horror com muito sangue e acção. A premissa é simples – no dia do eclipse solar, um avião aterra misteriosamente, e todos os seus passageiros parecem mortos. Descobrem-se meia dúzia de sobreviventes, restos de dejectos numa cabina, e os corpos desaparecem misteriosamente da morgue.
Os passageiros do avião foram convertidos em vampiros, seres de mandíbula flexível e probóscis sugador, mortos vivos de baixa complexidade biológica movidos pela sede de sangue. A conversão em massa é na verdade um plano de invasão de um vampiro antigo ajudado por um velho milionário, que terá planeado a viagem através do Atlântico.
Claro que do lado inverso existem os bons, neste caso um pequeno grupo que pretende exterminar os seres sugadores – o guru, um velho que há muitos anos persegue vampiros e possui o conhecimento e as armas adequadas; o especialista em exterminar pestes, um caçador de ratos que cedo se apercebe das mudanças na cidade; e o homem que luta pela sobrevivência da sua família, um especialista em epidemias que chefia o primeiro grupo a entrar no avião.
De leitura leve, The Strain é, como já esperava, um livro muito visual carregado de acção, quase o guião de um filme de terror que ao invés de zombies tem vampiros meio mortos que se arrastam e que por pouco não esticam os braços e dizem sangue (e não brains). As cenas macabras proliferam – pequenos pormenores no método de propagação e desenvolvimento da doença ou cabeças cortadas e linfa branca e viscosa.
O primeiro volume de uma trilogia, The Strain é um livro engraçado e de leitura divertida para quem gosta do género, quase uma leitura de Verão.
