Laird Barron é um autor de horror, cujas histórias têm sido publicadas através de revistas como The Magazine of Fantasy & Science Fiction e em antologias como Inferno. Nomeadas para vários prémios, 9 das suas histórias mais conhecidas foram reunidas em The Imago Sequence.
Das nove histórias, Old Virginia terá sido aquela que mais apreciei. A história desenrola-se numa floresta onde decorrem experiências secretas por vários cientistas de topo, que se centram numa jovem com capacidades mentais inquietantes. A proteger o local encontra-se um pequeno destacamento de guerrilheiros, ex-combatentes em guerras famosas.
Segue-se Shiva, Open Your Eye, um conto diferente dos restantes. Um homem bate à porta numa quinta, fazendo-se passar por um inspector dos terrenos que possui. Mas nem este é o que diz ser, nem o velhote que o atende é tão fraco quanto parece.
Para além destes destaca-se Hallucigenia, que conta a história de um empresário rico, recentemente casado pela terceira vez e que segue a mulher, Helen, enquanto esta explora fotograficamente um terreno semi-deserto. A exploração termina num celeiro com frases satânicas nas paredes, um enorme vespeiro no tecto e no chão um cavalo morto.
Em quase todas as histórias a personagem principal é um homem obstinado e corajoso, um detective, um guerreiro ou um agente secreto – alguém que se depara com casos surreais que teimosamente tenta resolver, sem grande sucesso.
Tirando uma das histórias, o desenrolar é identico em todas – homem adulto encontra-se no local onde algo estranho acontece, sentindo-se irrequieto. Resolve investigar um pouco mais e realmente descobre alguma coisa, mas não aquilo que pretendia e já não pode fugir.
Como já deve ter dado para perceber, não gostei da maioria das histórias que o livro nos apresenta, ainda que nalgumas tenha encontrado pormenores interessantes e originais – desde um conjunto de fotos de um suposto hominídeo que suscitam pesadelos, a uma entidade mais velha que o mundo que se disfarça entre a espécie reinante no momento. A maioria das histórias deixou-me indiferente, o que é, para mim, o pior que uma história me pode deixar.
