A narrativa tem início no final do século XIX, em 1899, descrevendo o ritual de uma sociedade secreta aquando da passagem de Murray a um círculo mais interno. Somos, depois, remetidos para a época das crusadas, para a família de Murdo, cujo pai e irmãos mais velhos partem para a Terra Santa em busca da absolvição divina. Mais novo, foi obrigado a permanecer em casa juntamente com a mãe, tomando conta dos afazeres e dos negócios familiares durante um par de anos. Até que o azar se abate, e Murdo é obrigado a partir em busca do pai.
Neste livro, a história alterna entre os dois espaços temporais, entre Murray e Murdo, e o que têm em comum as duas personagens é algo que vamos descobrindo ao longo das 500 páginas. As duas faces são um pouco distintas – um mistério religioso que alterna com um romance histórico. Simultaneamente, é descrita uma excursão de peregrinos que tem como objectivo a conquista aos infiéis.
Pequeno aparte, a vertente de mistério religioso nada tem a ver com a recente onda Davinciana, até porque o livro foi publicado alguns anos antes.
Como obra de Stephen Lawhead, não é das suas melhores. Patrick é para mim o ex-libris deste autor, e um dos melhores livros do género. No entanto, as referências a épocas mais recentes estão melhor conseguidas neste romance do que na saga do Cântico de Albion.
Embora os livros de Colleen McCullough estejam no topo da minha listagem do género, o primeiro volume desta trilogia chega a atingir a qualidade desta autora, embora descure a parte estratégica das guerras, que talvez neste caso apenas viessem a complicar sem necessidade.
Recomendável para quem gosta do género, contudo não um dos melhores.
