Where late the sweet birds sang não só venceu o prémio Hugo para Best Novel em 1977, como foi nomeado para o prémio Nébula em 1976. Apesar disso, este foi daqueles livros que me veio parar às mãos incógnito – não me recordo de alguma vez ter ouvido falar dele, mas como se encontrava na colecção Scifi Masterworks, adquiri-o.
O livro baseia-se numa hipótese interessante – num Mundo poluído e exaustivamente explorado pela população humana, a fertilidade decai vertiginosamente sem que se consiga descobrir a causa directa. Alguns cientistas optam então pela clonagem para perpetuar a espécie, como alternativa à reprodução sexuada. Um par de cientistas, que vive em comunidade com a sua família, é bem sucedido e conseguem clonar-se a si e aos seus familiares.
Contudo, com o passar do tempo, o grupo de clones demonstra pouca empatia pelos restantes humanos – formam um grupo totalmente aparte que partilha um género de empatia emotiva que os torna unos, e demonstram uma cultura alienada com valores diferentes. Isolados na quinta high tech, os humanos clones dificilmente se conseguem separar uns dos outros, demonstrando graves distúrbios mentais quando o tentam fazer.
De contornos demasiado fatalistas, a história centra-se, numa fase inicial, em excesso num romance. A ideia é engraçada e poderia ter sido melhor explorada. Ainda assim, é um óptimo livro.
