Vencedor de vários prémios, entre os quais se contam 4 em Cannes, Me, You and Everybody We Know, introduz-nos no dia-a-dia de pessoas solitárias que parecem reagir de estranha forma para se distinguirem de alguma maneira no meio da imensidão. Pelo meio existe alguma incapacidade de comunição e de se fazerem entender – algo que é extremamente actual.
Entre as personagens destacam-se uma artista que tenta promover o seu trabalho, e se vai mantendo guiando um taxi para idosos; um empregado de sapataria, recém-divorciado que queimou voluntariamente a mão numa tentativa frustada de quebrar a apatia envolvente e de ser reparado; e os filhos deste empregado que apresentam alguns comportamentos disformes.
Aliás, comportamentos inapropriados é o que não falta, mas o filme está lindo para quem tiver a paciência para o ver. Apesar de alguns momentos mais parados, e sem grandes dramatirmos consegue transmitir muito sem serem necessárias palavras inúteis.

Os pequenos momentos e as fraquezas humanas.
Uma noção interiorizada do suposto direito ocidental ao amor e felicidade para todos.
A solidão dos personagens dói. Como também dói a procura da felicidade …
brigado pela complementação 😀
Esqueci-me de dizer que… existe alguém no filme, algures, a praticar taichi, a mesma forma que eu :D:D:D:D