O Coronel, um dos 200 oficiais da revolução a quem prometeram indemnizações e subsídios, é um homem orgulhoso que espera eternamente pelo cumprir da promessa… mas já passaram 25 anos e a resposta tarda…
Com a esposa asmática e sem comida na mesa, o coronel remete as suas esperanças para um galo herdado do filho recentemente falecido. Um galo de combate que, espera o coronel, lhe possibilitará pagar as dívidas contraídas e sustentar a casa até à chegada da carta… mas ninguem escreve ao coronel, e o galo não se alimenta de ar.

Este é dos primeiros contos escritos por Gabriel Garcia Marquez. Descreve a existência de uma familia em miséria orgulhosa, que vive em prol de promessas e esperanças vãs, esperando o dia que não chega.

O Coronel, homem de princípios, é uma daquelas personagens típicas que espera eternamente a pensão prometida mas nunca vista, relembrando com nostalgia o passado. A esposa doente e cansada, mulher dura que não verteu lágrimas aquando da morte do filho, vai-se deteriorando com a espera, instaurando-se o desgosto e a desilusão.

Este pequeno conto, isolado não nos envolve tão magicamente quanto os livros de contos que li anteriormente de Gabriel Garcia Marquez; e o final tornou-se para mim desconcertante. É no entanto, uma leitura agradável que perde em comparação com outras obras do autor.