Afastado da cidade, vive um famoso constructor de violinos com o seu simples filho. Procurando fugir ao contacto humano, espera pacientemente pelo dia em que poderá trabalhar um pedaço de madeira que colocará há anos a secar. O momento finalmente chega, e com ele um jovem enviado de Stradivarius. Silverius hesita em aceitá-lo como seu primeiro aprendiz – teme partilhar os segredos do ofício com um desconhecido. Mas as frases proferidas por Stradivarius levam-no a reconsiderar, e a deixar o recém-chegado trabalhar no precioso pedaço de madeira.

Espantosamente, o filho epilético recupera da estranha apatia, e estabelece com um jovem uma benéfica relação.

É um livro pequeno, uma história bonita – contudo demasiado simples.

De realçar a descrição da enfermidade do rapaz, e o modo como foi explorada a relação com o pai. No entanto, de um modo geral, as personagens têm pouca profundidade assemelando-se por vezes a contos infantis. A história em si poderia ter sido melhor desenvolvida.

Concluindo, é um livro engraçado e leve, que poderia ter sido melhor aproveitado.