bernard cornwell
Thomas de Hookton, resultado de uma relação entre um padre misterioso com a governanta, foge do futuro eclesiástico quando a vila onde vive é atacada por uma excursão francesa. No meio da carnificina descobre a sua verdadeira vocação, a de ser arqueiro. Apesar de letrado, não pensa mais em seguir os estudos e somente em partir para a guerra. Pensa deixar a sua anterior vida, mas a desconhecida história familiar persegue-o e fá-lo mudar de rumo.

E assim se inicia mais uma trilogia em que as guerras são intercaladas com a busca do Santo Graal. Mas desta vez, nem os cavaleiros da Távola Redonda, nem Avalon fazem parte do palco principal. Aqui, a história decorre entre Inglaterra e França, numa época em que o Papá possuía a supremacia e a Inquisição todos atormentava.

A descrição das estratégias ou das excursões é algo que valorizo nos livros de Bernard Cornwell, e embora o ritmo não seja frenético, é o suficiente para manter o interesse. Excepto… quando o autor inicia as descrições amorosas para as quais não parece ter grande capacidade. As cenas parecem sempre superficiais ou irreais. Felizmente, não são muito comuns tais paragens.

Comparando com outros autores do género, como Stephen Lawhead, Cornwell tem as batalhas a seu favor, mas perde quanto à caracterização das personagens.