The Grail Quest Series – Bernard Cornwell

bernard cornwell
Thomas de Hookton, resultado de uma relação entre um padre misterioso com a governanta, foge do futuro eclesiástico quando a vila onde vive é atacada por uma excursão francesa. No meio da carnificina descobre a sua verdadeira vocação, a de ser arqueiro. Apesar de letrado, não pensa mais em seguir os estudos e somente em partir para a guerra. Pensa deixar a sua anterior vida, mas a desconhecida história familiar persegue-o e fá-lo mudar de rumo.

E assim se inicia mais uma trilogia em que as guerras são intercaladas com a busca do Santo Graal. Mas desta vez, nem os cavaleiros da Távola Redonda, nem Avalon fazem parte do palco principal. Aqui, a história decorre entre Inglaterra e França, numa época em que o Papá possuía a supremacia e a Inquisição todos atormentava.

A descrição das estratégias ou das excursões é algo que valorizo nos livros de Bernard Cornwell, e embora o ritmo não seja frenético, é o suficiente para manter o interesse. Excepto… quando o autor inicia as descrições amorosas para as quais não parece ter grande capacidade. As cenas parecem sempre superficiais ou irreais. Felizmente, não são muito comuns tais paragens.

Comparando com outros autores do género, como Stephen Lawhead, Cornwell tem as batalhas a seu favor, mas perde quanto à caracterização das personagens.

2 pensamentos sobre “The Grail Quest Series – Bernard Cornwell

  1. A maior ou menor caracterização das personagens depende de série para série. Não faço ideia dos tempos de criação destas séries que vou referir, nomeadamente da sua criação pelo autor, mas na trilogia do rei Artur e sobretudo na série de Sharpe, as personagens estão bem definidas e é facil par anós a sua compreensão.

    É claro que o Sharpe já vai em mais de 20 livros :-)))

    No caso desta trilogia o melhor que dela vem é a compreenção do que foi a guerra dos 100 anos a sua razão e evolução.

    Uma das coisas que aprendi, foi perceber o que o Nuno Alvares Pereira aprendeu com estas batalhas, nomeadamente o uso dos archeiros longos e a tactica do combate a pé contra a cavalaria que tão útil foi na batalha de Aljubarrota.

  2. Pingback: O Último reino – Bernard Cornwell | Rascunhos

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