Queen of Candesce é o segundo volume da série Virga, iniciado com Sun of Suns. Tal como no volume anterior, a capa é da autoria de Martiniere, uma imagem futurística, com rasgos tecnológicos, em tons esverdeados e azulados – uma imagem algo caótica de um mundo estranho e desconhecido.

Se Sun of Suns tinha como personagem principal Hayrden, um jovem revoltado que vivia tendo como objectivo a vingança dos pais, Queen of Candesce segue Venera Fanning, uma mulher que fazia parte da expedição ao Sol dos Sóis, para controlar o Universo de Virga.

Venera Fanning acorda num mundo diferente dos restantes de Virga, Spyre – um mundo demasiado tradicionalista onde a botânica tem um papel importante. Com a ajuda de alguns nativos, cedo Venera revela a sua veia manipuladora e vira o tabuleiro passando de nova cidadã oprimida a membro da nobreza governante.

Se Sun of Suns me tinha parecido uma história algo imatura em torno de uma personagem pouco original, Queen of Candesce aproveita a complexidade de Virga, para nos apresentar uma maior diversidade cultural, explicando-se algumas das crenças através da história do planeta gasoso.

Para além das tecnologias que sustém as nações em Virga, as descrições dos cavalos constituem também algo de original e interessante – devido à baixa gravidade, estes animais possuem longas pernas e longos pescoços, assemelhando-se ao retratos em Horse From The Temptation Of Saint Anthony, e sendo por isso designados por Cavalos de Dali.

Karl Schroeder deixou aquilo que em Sun of Suns era medíocre (a personagem principal com as suas questões filosóficas menores) e dedicou-se a explorar novos Mundos debruçando-se sobre outras personagens, o que deu origem a um livro bastante melhor que o primeiro da série, ainda que não extraordinário. O terceiro, Pirate Sun já cá está, à espera de ser lido.