Neste pequeno livro publicado pela Oficina do Livro, estão reunidas doze histórias, sendo a mais longa, com 80 páginas, aquela que justifica o título do livro, apesar de se se chamar Um Caso de Bibliofagia. É com esta história que se inicia o livro, um conto que relembra no início as tradicionais famílias portuguesas de aldeias interiores, em serão de festa.

Por ocasião de um aniversário reúne-se uma família do Norte com os vizinhos e um professor de filosofia. Mas a personagem principal, Leonardo, encontra-se afastada, no quarto, aguardando o momento do dia em que tudo fica cor-de-rosa, como tem feito todos os dias desde há muitos anos. Receoso, mas também curioso, o Professor aproxima-se do louco da família, Leonardo, tendo com ele uma curta conversa onde o estimula a devorar livros.

Com algumas pitadas de humor e imaginação, António Victorino d’Almeida constrói doze histórias engraçadas, de onde se destaca: a primeira pelo ambiente criado e desenvolvimento caricato; A Ceia dos Marechais, um conto curto em que os dois Marechais de exércitos inimigos fazem uma trégua pelo Natal ceando em território neutro; e A Opinião Pública, em torno de uma senhora bondosa que vai mudando o grupo alvo das suas ajudas consoante o que lhe dizem os que passam.