Ainda que o nome de George R. R. Martin seja um chamativo, foram as ilustrações de Luis Royo que me convenceram – para além de popularem grande parte das paginas deste livro, o verso da própria capa é um pequeno poster.
Royo é um nome cuja referência não vejo há algum tempo, mas que conheço associado à temática fantástica, com imagens de donzelas guerreiras e dragões, ilustrando livros ou álbuns de música, comummente num ambiente medieval com toques negros de caveiras e cadáveres. As capas dos livros de Robert Adams terão sido as primeiras mas não foram as únicas, sucedendo-se capas de livros de autores como Gordon R. Dickson, David Gemmell, Samuel R. Delany ou Kate Wilhelm.

Neste livro, The Ice Dragon, a temática é mais infantil, pelo que Royo explora os seus belos dragões em magníficas ilustrações que ocupam as duas páginas, acompanhando bem um conto de George R. R. Martin que, sem elas, não teria metade da magia.
Ainda que, segundo o autor George R. R. Martin, a história não decorra no mesmo Universo que a Guerra dos Tronos, tem alusões semelhantes ao frio do Inverno e aos dragões, centrando-se na filha mais nova de um fazendeiro que perdeu a esposa no parto. Criança do Inverno, nasceu fria e cresceu frígida, seja pelas circunstâncias do parto, seja pelo diferente tratamento do pai.
Como terceira filha, Adara tem bastante tempo livre – o irmão aprende com o pai o ofício para o qual se espera destinado, enquanto a irmã ajuda numa pensão. Criança do Inverno, é a única que aguarda ansiosamente esta fria estação do ano, não só porque, aguentando especialmente bem o frio se sente especial, mas porque é no Inverno que volta o Dragão de gelo, uma criatura especial que não se deixa montar por mais ninguém.
Mas claro que algo tem de perturbar a rotina. Neste caso é uma guerra que, decorrendo há largos anos, é uma realidade distante naquela terra, mas que, caso o seu rei perca, será o infortúnio de todos. O aviso vem do tio de Adara, um homem que combate montado num dragão de fogo e que todos os anos os visita, trazendo presentes. Apegado às suas terras, o pai de Adara escolhe ficar na propriedade,
Esquecendo o belíssimo efeito das ilustrações, a história em si é engraçada. De tom juvenil consegue-nos cativar pela peculiar personagem principal e, apesar de alguma previsibilidade, tem alguns detalhes que fazem os episódios ganhar vida própria.







Olá 🙂 Conheço bem esta história, pois decidi contá-la numa sessão de histórias sobre fantasia, para jovens/adultos. Foi engraçada e gostei bastante. Este livro com as ilustrações deve ser bem interessante, acho que o vou procurar pois tornar-se-á mais interessante contar a história com imagens a crianças.
🙂 as ilustrações são muito giras. Existem duas versões ilustradas, esta é a mais recente, de Royo e existe na FNAC