
Achavam mesmo que Tony Chu não poderia ficar mais mirabolante, fascinante e repugnante? Desenganem-se! Neste volume a vida de Tony Chu é virada do avesso quando o odioso chefe se consegue livrar dele e do parceiro Agente Colby despachando-os para secções menos importantes.

Na polícia municipal de trânsito, e apesar do ridículo da fatiota, Tony destaca-se, aproveitando os seus poderes para realizar uma mega operação que lhe garante a admiração dos colegas. A adaptação pode ter sido rápida mas o pior ainda está para vir – é que o ex-namorado de Amélia resolve levar a cabo um mega projecto comercial que se baseia nos poderes do Tony Chu e envolve a ingestão dos cadáveres.

Como se não bastasse também a filha é raptada, mas por um vilão menos violento, Mason Savoy, o antigo parceiro de Tony Chu que é, outro Cibopata. Acreditando que a filha de Tony Chu, Olive, terá poderes ainda mais fortes do que ambos, faz um acordo com a rapariga.
Mantém-se o mau humor do agente Tony Chu, só ultrapassado pelo de Olive, mantém-se o desenrascanço descontraído do colega que arranja sempre uma forma menos convencional para ultrapassar obstáculos e aproveita-se a quebra da estabilidade anterior para justificar o desenvolvimento de novas capacidades que darão novo impulso à história.

De episódio grotesco em episódio grotesco, este volume de Tony Chu quebra todas as expectativas de um desenvolvimento convencional, enquanto se debruça sobre as capacidades de Tony e Olive, mantendo o tom cómico e os elementos caricatos que tão bem se conjugam para fazer desta série uma das melhores aventuras descontraídas que tenho lido.
Em Portugal Tony Chu está a ser publicado pela G Floy.
Opinião dos volumes anteriores:

Também gostei muito deste volume, Cristina 😀