Angel Catbird – Vol.1 – Margaret Atwood Johnie Christmas e Tamra Bonvillain

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Margaret Atwood é uma conceituada autora de ficção científica, mais conhecida pelas distopias futurísticas de preocupações ecológicas que constituem a trilogia MaddAddam (da qual foram publicados em Portugal os dois primeiros volumes). Não é, assim, de todo de estranhar que também esta banda desenhada da autora possua preocupações em torno da preservação da natureza, mais concretamente para com os gatos domésticos pouco habituados à rua, e para com as aves selvagens que morrem nas cidades, sem necessidade. O que é de estranhar é que o enredo e a narrativa sejam tão lineares e tão carregados de elementos clichés que pouco trazem de novo ao cenário dos heróis sobre humanos.

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Correspondendo à agenda da autora (preocupação com gatos e aves) a personagem principal, Strig Feleedus, é um cientista que é contratado para terminar o trabalho do seu antecessor, falecido num estranho acidente. Quando finalmente determina a fórmula do soro sofre ele próprio um acidente mas, desta vez, o soro que transporta espalha-se concedendo-lhe capacidades dos dois animais também apanhados pelo carro: um gato e uma ave.

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No dia seguinte prossegue quase normalmente, mas sente agora uma ainda maior atração pela colega de laboratório, também ela uma mulher-gato que o apresenta a um sub-mundo felino onde alguns gatos se transformam em homens-gato. A partir daqui a história prossegue com uma sucessão de clichés em que o vilão, bem conhecido dos dois, é um homem-rato com um plano para dominar a humanidade, fazendo do casal o alvo perfeito para a concretização deste plano.

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Apesar dos elementos que se poderiam tornar interessantes (apresentando, por exemplo, um drácula felino), a história não consegue adoptar um tom coeso. Os episódios de urgência oscilam entre a suposta pressa perante o plano malévolo do vilão e os elementos cómicos mal posicionados.

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Apesar de apresentar alguns elementos interessantes (um herói com características de ave e gato, um dráculo felino e um vilão que é homem-rato) a história é linear e cliché na forma como explora o trio herói, vilão e possível namorada do herói, algo que não esperava de uma história de Margaret Atwood. Falta conceder densidade às personagens para além da acção principal e falta suporte às motivações apresentadas.

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