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More than humans (ou em português, Mais que Humanos) é uma obra enquadrada usualmente entre os clássicos de FC, embora considere ter mais laivos de parapsicologia que referências científicas. É no entanto, um livro que explora, com base em capacidades como a telepatia, uma forma de cooperação diferente da sociedade em que vivemos. 
 
As várias personagens são estranhas e renegadas, juntando um idiota, um orfão, duas gémeas, um bebé deficiente, e uma rapariga demasiado autónoma para a idade.
 
O idiota não pensa, não deseja, não antecipa, mas consegue submeter a vontade dos outros de modo a darem-lhe comida com um simples olhar. Refugia-se frequentemente nos bosques, dormindo meio acordado – não por ter noção do perigo, mas como qualquer outro animal selvagem e irracional. Acorda da empatia no dia em que sente um chamamento – continua a ser idiota, mas um idiota com sentimentos que aprende a valorizar uma comunidade e a comunicar.
 
Achei que a ideia explorada era interessante – uma série de indivíduos que juntando as suas capacidades psíquicas desenvolvem uma espécie de organismo independente e mais complexo. Penso , no entanto que o desfecho foi demasiado “inside the box” , bonitinho e com pouca audácia, seguindo nas ultimas páginas pelo caminho menos chocante possível.