Um homem prevê a morte de alguém… às suas maos, enquanto bate em quem passa.
Um jovem entra na carruagem, balbuciando um estranho monólogo. As pernas tremem e a inquietude possui-o. Uma senhora senta-se, cantando a plenos pulmões músicas religiosas, intercaladas por rezas pouco ortodoxas. Uma terceira pessoa senta-se feliz e contente dando graças à espontaneidade a que assiste. Uma quarta esconde-se por detrás de um livro – Something Wicked This Way Comes.
Podia ser um estranho cenário de filme de suspense ou terror… não tivesse sido uma singular realidade.

É um dos aspectos bons dos transportes públicos: Something new everyday…
Eu já nem ligo às singularidades de um passeio no metro, mas esse episódio que descreves realmente é único. E suponho que eras a pessoa a esconder-se por detrás do livro do Bradbury a pensar, HEEEEELP…! 😉
LOL ya…. porque de malucos tão os transportes públicos cheios… Mas ali a concentração atingiu o pico… e eu depois olhei para o título do livro que tava a ler… :S
Cá o que mais me chateia são:
“Uma moedinha pó ceguinho, entravadinho, qualquer-coisinho, ó, sou romena sou pobre”.
(Eu sei: vou para o inferno.)
Lá fora o que eu acho mais engraçado é malta que entra e se põe a tocar ou a cantar.
Cá também acontece de vez em quando, mas não vejo nunca ninguém a dar nada. Não sei se por não terem dinheiro se por forretice :p
Hum… no Comboio de Oeiras e na linha verde apanho muitos a tocar … e já vi dar dinheiro. Ao menos os que tocam ainda fazem alguma coisa LOL .