No primeiro livro desta saga é-nos descrita uma sociedade medieval, com grandes senhores distantes e deuses manipuladores. É por capricho dos Deuses que surgem as espadas, forjadas por Vulcano aproveitando o sacrifício humano e distribuídas ao longo do continenente ao mesmo tempo que uma profecia se torna conhecida – quem possuisse as 7 espadas, tudo controlaria.
Assistimos então à luta de homens poderosos pela posse das espadas, que originam diversas guerras – as espadas parecem ter uma vontade própria e o papel principal na história.
Um grupo de amigos é reunido pelas espadas, e ao longo da história vão-se vendo entre os senhores que tudo querem controlar.
Com a deserção de Ben se inicia o segundo livro. Facilmente encontra os amigos perdidos e juntos partem em busca de fortuna. Guiados pelas espadas, unem-se a outro grupo de objectivos semelhantes e juntam esforços na tentativa de roubar um tesouro.
Se no primeiro livro as espadas possuiam um papel importante, manipulando toda a história, neste segundo quase são remetidas para meros objectos sem importância.
As passagens entre cenas nem sempre são lógicas, e alguns factos são explicados de forma demasiado naive. Os obsctáculos supostamente intransponíveis não convencem ninguém da sua dificuldade e embora no primeiro livro as personagens sejam palpáveis, no segundo parecem bonecos de papel arrastados sem grande motivação por objectivos mal definidos. Os conflitos entre personagens são estranhos e pouco compreensíveis – algo que não se restringe aos conflitos. A sensação de urgência é algo só descrito por palavras que não se transmite ao leitor.
Embora num primeiro volume a história até tenha tido algum interesse, este desvaneceu-se no segundo e a qualidade desceu ao medíocre.
