Autor de várias obras de ficção cientifica como Fahrenheit 451, Ray Bradbury já com 80 anos, não se deixa abater pela idade

The great fun in my life has been getting up every morning and rushing to the typewriter because some new idea has hit me.The feeling I have every day is very much the same as it was when I was twelve.In any event, here I am, eighty years old, feeling no different, full of a great sense of joy, and glad for the long life that has been allowed me.I have good plans for the next ten or twenty years, and I hope you’ll come along

Quando uma mãe dá à luz uma pirâmide e um homem morre fora do local esperado, à hora errada…. A avo nasce, mas a mãe faleceu na véspera, e uma estrada morre …Assim são os temas de alguns dos contos que se podem encontrar em I Sing the Body Electric.

Estes contos, saídos de algo entre o sonho e o pesadelo, exploram por vezes o lado humano, as reacções face a situações insólitas e inquietantes. Infelizmente um lado quase sempre masculino ou muito masculinizado, em que frequentemente as mulheres são retratadas como serpenticamente fúteis ou estupidamente limitadas, e os homens, estranhas personagens, são movidos por obscuros e inquietantes motivos, optando pelas opções menos usuais.Mas as personagens vão ganhando alguma dimensão no campo da reflexão, que está quase sempre presente.

Alguns contos conseguem atingir o sublime… outros ficam-se pela mediocrididade, representando um conjunto estranho com contos esquecíveis e inesquecíveis.