Últimas aquisições

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Histórias de Aventureiros e Patifes é um dos lançamentos de destaque da Saída de Emergência. Organizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois, pretende reunir histórias de vilões aventureiros, personagens que se tornam fascinantes por se afastarem dos ingénuos e cinzentos heróis. Entre os autores escolhidos encontramos Neil Gaiman, Michael Swanwick, Patrick Rothfuss, Daniel Abraham ou Cherie Priest.

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Dois anos, dois meses, e vinte e oito noites de Salman Rushdie foi um dos mais recentes lançamentos fantásticos em Portugal, e até ao momento a edição inglesa está a receber boas críticas. A sinopse leva a antever uma leitura no mínimo peculiar:

No futuro próximo, depois de Nova Iorque ser assolada por uma tempestade, principiam acontecimentos estranhos, como por exemplo, um jardineiro descobrir que os seus pés já não tocam no chão, ou uma bebé identificar a corrupção com a sua mera presença. Sem o saberem, todos eles são descendentes dos seres fantásticos, caprichosos e lúbricos conhecidos como jinn, que vivem num mundo separado do nosso por um véu. Há séculos, Dunia, uma princesa dos jinn, apaixonou-se por um ser mortal, um homem racional. Juntos, tiveram um número espantoso de filhos, que se espalharam ao longo de gerações pelo mundo humano e não têm consciência dos seus poderes fantásticos. Quando a linha entre os mundos se quebra a grande escala, os filhos de Dunia e outros desempenharão um papel numa guerra épica entre a luz e as trevas ao longo de mil e uma noites — ou seja, dois anos, oito meses e vinte e oito noites. Uma época de enorme perturbação, na qual as crenças são postas em questão, as palavras funcionam como veneno, o silêncio é uma doença e um ruído pode conter uma maldição oculta.

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A Peregrinação do rapaz sem cor é um dos últimos lançamentos em Portugal de Haruki Murakami, uma edição com capa exterior que se combina com a capa dura. Depois do livro Os Assaltos à Padaria, resolvi dar mais uma oportunidade:

Nos seus dias de adolescente, Tsukuru Tazaki gostava de ir sentar-se nas estações a ver passar os comboios. Agora, com 36 anos feitos, é engenheiro de profissão e projeta estações, mas nunca perdeu o hábito de ver chegar e partir os comboios. Lá está ele na estação central de Shinjuku, ao que dizem «a mais movimentada do mundo», incapaz de despregar os olhos daquele mar selvagem e turbulento «que nenhum profeta, por mais poderoso, seria capaz de dividir em dois». Leva uma existência pacífica, que talvez peque por ser demasiado solitária, para não dizer insípida, a condizer com a ausência de cor que caracteriza o seu nome. A entrada em cena de Sara, com o vestido verde-hortelã e os seus olhos brilhantes de curiosidade, vem mudar muita coisa na vida de Tsukuru. Acima de tudo, traz a lume uma história trágica, que a memória teima em não esquecer. Os quatro amigos de liceu, donos de personalidades diferentes e nomes coloridos, cortaram relações com ele sem lhe dar qualquer explicação. Profundamente ferido nos seus sentimentos, Tsukuru perdeu o gosto pela vida e esteve a um passo da morte. A páginas tantas, lá conseguiu não perder a carruagem.

Com “Os Anos de Peregrinação” de Liszt nos ouvidos, regressa à cidade que o viu nascer e atravessa meio mundo, viajando até à Finlândia, em busca da amizade perdida. E de respostas para as perguntas que andam às voltas na sua cabeça e lhe queimam a língua. Será que o rapaz sem cor vai ser capaz de seguir em frente? Arranjará finalmente coragem para declarar de vez o seu amor por Sara?

Uma inesquecível viagem pelo universo fascinante deste escritor japonês que chega a milhões de leitores espalhados pelo mundo inteiro. Um romance marcadamente intimista sobre a amizade, o amor e a solidão dos que ainda não encontraram o seu lugar no mundo.

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O volume que se segue é o mais recente lançamento em Portugal de Umberto Eco, História das Terras e dos Lugares Lendários. Publicado há alguns anitos em inglês, encontrava-se na minha lista de desejos desde então. Entretanto aproveitei o lançamento em Portugal para o adquirir, um volume de capa dura e bastante ilustrado, um mimo para quem gosta de dicionários e enciclopédias sobre lugares, monstros ou factos inexistentes:

Uma obra que constitui um estímulo para os sentidos e um forte apelo à descoberta!O nosso imaginário está habitado por terras e lugares que nunca existiram, nascidos da imaginação dos escritores. Alguns destes locais, que às vezes se tornam tão reais como se tivessem existência física, têm lendas fascinantes que os mantêm vivos ao longo de gerações.Esta obra de Umberto Eco é uma viagem ilustrada pelos lugares lendários da literatura. Dos poetas da antiguidade aos escritores contemporâneos de ficção científica, os contadores de histórias de todas as épocas inventaram lugares míticos e imaginários, levando-nos a projectar neles sonhos, esperanças e receios. O autor conduz-nos numa viagem por essas terras de mito e fantasia.Inclui dezenas de imagens e reúne elementos díspares do nosso legado literário, num equilíbrio que só um autor como Umberto Eco conseguiria de modo tão brilhante.

 

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Os dois últimos volumes correspondem a dos álbums de banda desenhada, a continuação da série Fables (que já vai demasiado longa) e o quinto (e penúltimo) volume da série Locke & Key, um regresso extraordinário à série, carregado de espectaculares quadros e bastante movimentado. É um volume chave na série onde se explicam vários dos momentos decivisos para a criação dos objectos de magia negra que se encontram na série. A curiosidade em continuar esta série foi tanta que assim que chegou, foi lido e comentado.

5 pensamentos sobre “Últimas aquisições

  1. Olá 🙂 O livro do Umberto Eco também o quero e acho que o “Pai Natal” vai oferecer-mo, parece-me bem interessante. Também estou interessada no “Historias de Aventureiros e Patifes” e nesse do Murakami. Boas compras

  2. Muito interessante suas aquisições. Tenho vontade, em particular, de ler os dois do Umberto Eco, que são lindos, e principalmente a obra dele sobre o período medieval que, salvo engano, é constituída por quatro volumes. Pena não ter mais fotos desse livro maravilhoso no blog. Aqui no Brasil, Idade Média não possui tradução para o português brasileiro e é preciso importar o livro, o que se torna bem caro. Bem, obrigado pelo post.

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