Foi publicada, recentemente na Locus, uma pequena, e interessante lista de 8 livros “Yesterday’s Tomorrows: Eight Contemporary Classics”:
Blood Music, Greg Bear
Evolution, Stephen Baxter
The Separation, Christopher Priest
Schild’s Ladder, Greg Egan
Altered Carbon, Richard Morgan
Hyperion, Dan Simmons
Revelation Space, Alastair Reynolds
Fairyland, Paul J. McAuley
Aquando da publicação da lista, não tinha lido ainda nenhum dos livros referenciados, ainda que conhecesse alguns dos autores. Paul McAuley é o autor de A Invenção de Leonardo, Christopher Priest escreveu o livro que originou o filme O Terceiro Passo (The Prestige) e Dan Simmons é responsável pela obra Song of Kali.
Da lista apresentada, alguns livros despertaram-me interesse:
- O The Separation pelo autor e pela história alternativa
Perhaps my experience was skewed by having recently re-read Philip K Dick’s The Man in the High Castle (1962), in the new Library of America omnibus. Like Dick, Priest clearly delved deeply into the bones of World War II. But although Dick’s novel takes place many miles from the European heart of Nazism, you never have the sense — as you do sometimes with Priest — that he’s scanting on describing the evil it embodied.)
- Hyperion – pelas mesmas razões, pela forma como é eternamente badalado e referenciado
I first read Hyperion more or less when it came out, and remember thinking that it was an almost perfect reading experience, a demonstration of how great the possibilities of space opera were.
- Altered Carbon – deste não tinha ouvido falar, mas a descrição é bombástica
Fast, garish, kinetic, and violent, it demonstrates how far British SF has come since the days of the scientific romance.
- Fairyland – ainda que o que li de McAuley não tenha sido excelente, foi a descrição que me interessou
“In other words, beyond a certain point, science starts to resemble magic.”

E foi depois desta lista, que me resolvi a pegar no Altered Carbon de Richard Morgan. De uma forma geral, correspondeu à curta descrição da locus – de leitura compulsiva, com toneladas de acção mas, ainda assim, bem escrito e balanceado.
Richard Morgan cria um Universo futuro de moldes próprios mas não excessivas, e não tem medo de os explorar. Lojas, hóteis ou bares são geridos por computadores, acessórios computorizados podem ser implantados e permitem diferentes habilidades ou proporcionam singlares experiências e, mais interessante ainda, a nossa “alma” pode ser gravada e transferida para um novo corpo aquando da nossa morte.
Sem dúvida, um excelente livro. Um futuro clássico? O tempo o dirá.

Comecei a ler Hyperion e não está a ser assim tão impressionante quanto eu esperava. A escita não me está a agradar muito, confesso. E o autor toma algumas opções ao longo da história meio chatinhas… Overrated, na minha opinião, mas ainda só li as primeiras 100 páginas, nem isso.