Conhecido sobretudo por ser o co-autor de Astérix, R. Goscinny possui outras obras engraçadas na banda desenhada, como estes volumes de Iznogoud. A história centra-se num Vizir da cidade de Bagadá (não, não me enganei a escrever) que sonha em tornar-se califa. Para tal terá de se desfazer do Califa actual, um homem pachorrento e bondoso que, inocentemente, acaba sempre por se afastar das armadilhas tecidas por Iznogoud.
Entre venenos e génios, Iznogoud utiliza qualquer objecto mágico ou descoberta científica para tecer um novo plano mirabolante que culmina sempre com a sua própria desgraça. Entre estas aventuras encontramos foguetões que irão espetar-se na abóbada aveludada onde existem as estrelas ou posters que se transformam em portais para outras realidades.
Contendo várias histórias curtas, os dois primeiros álbuns (Iznogoud, o Ignóbil e Iznogoud vê estrelas) oscilam entre tiradas magníficas e outras previsíveis e banais. Apesar de se notar algum do génio que caracteriza Astérix, gostava de ter visto histórias mais longas. Pesquisando um pouco, percebi que terá sido isso mesmo que Tabary fez com a série após a morte de Goscinny – criar aventuras maiores em torno de um mesmo tema.
Menos interessante que Astérix (quer em termos visuais como em piadas) é, mesmo assim uma leitura engraçada e recomendável que tem a vantagem de poder ser lido lentamente em curtos momentos, história a história.




Parece-me interessante.
Boas leituras.
SIm, para quem gosta de Astérix e afins 🙂