O conjunto de livros desta foto é maioritariamente ocupado pelos volumes da colecção de banda desenhada que está a ser lançada pela Levoir em conjunto com o jornal Público. Cada volume é dedicado a um herói (ou grupo de heróis).
No topo podemos ver um título curioso, Golems de Alain Delbe. O livro foi lançado em 2004 e não me recordo de o ter visto antes nalguma livraria, mas centra-se numa figura mitológica de origem judaica – o golem, figura moldada em barro que poderia adquirir vida mediante uma palavra na testa (verdade). Apesar da potencialidade da figura, poucas são as histórias que a aproveitam. Assim de momento, lembro-me de três: O Golem de Gustav Meyrink e Seventy-two letters de Ted Chiang e Uma Vida possível atrás das barricadas de Jacques Barcia. Eis a sinopse deste Golems:
Praga, fim dos anos 30. Um único membro da comunidade judaica da velha cidade detém, desde há séculos, o poder de fabricar, graças às fórmulas mágicas da Cabala, a perfeita imitação de um ser humano: o Golem, uma criatura capaz de escapar ao correr normal do tempo. Depositário deste poder, o Grande Rabino Fischel decide transmiti-lo a Nathan Eisner, um jovem estudante promissor… que vai cometer a improduência de partilhar o seu segredo com aquela que ama.
Uma história qu enão acaba com a traição do desafortunado Nathan, levado pela sua imprudência a atrair a atenção de alguns eruditos desviados ao serviço do nazismo… uma vez que será evocada, meio século mais tarde, por um narrador do nosso tempo, chamado a revivê-la de uma estranha forma…
Ao lado de Golems encontra-se Porquê ler os clássicos de Italo Calvino. Eu diria mais. Porquê ler o livro de Calvino, um livro sobre livros, ao invés de ler os ditos clássicos. O livro começa por discorrer sobre o conceito de clássico, apresentando vários sinónimos (mais de uma dezena) e interpretações da palavra que, por vezes, é usada de forma demasiado leviana. Foi esta introdução que me levou a pegar no livro. No índice vejo alguns livros conhecidos que irei rever por outros olhos, bem como livros que, nunca tendo livro, sinto bastante curiosidade.
Por último, eis um dos cinco volumes de Lendas de Portugal, um conjunto que me anda a coçar a carteira há alguns meses. Não vi até agora, nenhuma referência sobre este conjunto, mas a premissa interessa-me, e o assunto deste primeiro ainda mais – a origem do nome das terras.




