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Drifter tem um visual brutal. Entre grandes planos de paisagem alienígena, túneis subterrâneos com enormes espécies escavadoras, fundos oceânicos com naves intergalácticas afundadas e desertos com sol avassalador, página após página, vão surgindo imagens graficamente espantosas.

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E tanto destaque para o aspecto gráfico porque… do ponto de vista narrativo não se chega a grande conclusão – ou estamos perante uma série extraordinária ou a um buraco sem fundo, mas ainda não será, neste primeiro volume, que percebemos.

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Detalhando. A história começa por nos apresentar um homem que acorda às margens de um lago. Rodeado por espécimes alienígenas que toma por hostis tenta defender-se mas a arma que possui não dispara como esperado. No último momento, uma mulher aparece e salva-o. Dois dias depois, acorda numa enfermaria.

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Oriundo de uma nave despenhada no lago, o homem tenta recuperar alguns objectos da nave, e perceber como é que, estando apenas adormecido há dois dias, decorreu um ano desde que se despenhou. Ao sair do lago encontra humanóides hostis e apenas sobrevive porque a mesma mulher o salva. Durante a escaramuça surge nova criatura alienígena, desta vez tão poderosa que todos preferem fugir a enfrentá-la.

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Sem continuidade temporal entre os episódios que se sucedem, a cada novo conjunto de acções o enigma aumenta. O lapso de dois anos não é justificado, mas vamos assistindo a episódios que não enquadramos na acção presente, algumas passadas, outras futuras, mas que, ainda, não respondem, nem nos permitem, por enquanto, compreender todos os acontecimentos.

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Por todos estes motivos, mais que não seja pelo aspecto visual, será uma série que irei continuar, pelo menos por mais um volume.