Neste romance historico pretende-se retratar Roma poucas gerações após a reviravolta na república perpetuada por Gaius Julius Caesar. É uma época conturbada, marcada pelas recentes Guerras Civis e pelo medo das represálias, em que a dignidade das aristocratas famílias romanas se encontra gravemente abalada. A república deixou de ter o seu sentido e a ela sobrepõe-se um imperador – Augusto.
Claudio Tibério, seu sucessor, tenta repor a anterior ordem , mas o senado, desconfiado e fraco para as responsabilidades inerentes, pede para ser subjugado.
 
 
O Romance fornece uma interessante versão dos factos  e da complexa teia de interesses que se formou em torno da denominada família imperial com os “normais” interesses da sucessão.

No entanto, o tom com que é contada a história é tudo menos coerente com o espírito romano, mostrando frases e ideais que eu diria serem mais típicas dos dias de hoje. Por outro lado, a história é contada única e exclusivamente na voz de Tibério, o que normalmente resulta num relato demasiado simplista à mão de muitos autores do género. Este caso não foi excepção.