Injection Vol. 2 – Warren Ellis, Sharlvey e Bellaire

Após uma rápida introdução das várias linhas narrativas e das várias personagens do primeiro volume, este segundo apresenta-se mais coeso, seguindo quase sempre uma única linha em torno do detective Vivek Headland, mas, ainda assim, conseguindo avançar com alguns elementos das restantes personagens.

Neste volume o detective é confrontado com um caso mais estranho do que lhe é usual – o de um homem que se diz visitado pelo fantasma da amante, pelo menos até há poucos dias, e que acha que esta ausência do fantasma estará relacionado com o roubo de uma foto. O homem está pouco preocupado ou pesaroso com a morte do filho, pensando apenas na ausência da amante. Se este facto é estranho por si só, durante a reunião com o homem, o detective descobre que o presunto que está na sua sandes não é de porco, mas de humano.

Este curto encontro irá ser o ponto de partida para todo o volume que alterna entre episódios de acção e momentos de raciocínio que explicam um pouco mais sobre o que se passa na realidade retratada – uma inteligência artificial foi libertada. E se se trata de uma inteligência artificial porque pensaria ou valorizaria um ser humano? Capaz de distorcer a realidade e de interagir com humanos, a inteligência artificial confere elementos sobrenaturais e fantásticos à narrativa – e extrema tecnologia a parecer magia aos olhos humanos, ou algo mais?

Injection mistura misticismo com tecnologia produzindo uma inteligência artificial que é, à percepção humana, alienígena. Esta inteligência aprende e desenvolve-se sem uma moral que possamos reconhecer, manipulando os seres humanos e a realidade que os rodeia. Este cruzamento de elementos sobrenaturais e místicos com a tecnologia resulta em cenários fantasticamente horrendos (explorados mais no primeiro volume) que conferem uma aura estranha e fascinante à história.

Em termos narrativos este volume centra-se mais na investigação mas fornece, ocasionalmente, cenas passadas de algumas personagens, mostrando as suas motivações e desejos – percebemos a origem do relacionamento de algumas e justifica-se a forma como se relacionam. Mais pausado que o primeiro volume, este segundo é mais coeso mas, simultaneamente, mais inquietante.

Esta é, sem dúvida, uma série para continuar a ler, apesar do espaçamento com que os volumes são lançados.

Um pensamento sobre “Injection Vol. 2 – Warren Ellis, Sharlvey e Bellaire

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