Oriundo da Califórnia do Sul, Raymond E Feist completou um bacharelato em Artes da Comunicação. Casado com a escritora Kathlyn Starbuck, as suas obras já por quatro vezes fizeram parte da lista de bestsellers do New York Times, destacando-se na sua obra MAgician, Faerie Tale e Riftwar Saga

Talon of the Silver Hawk

A história inicia-se com o ritual de passagem para a vida adulta de um jovem Orisini – Kieli. Após longa espera, o seu nome de adulto é revelado assim como o seu destino quando os Orisini são exterminados. Único sobrevivente, Kieli, agora Talon of the Silver Hawk, terá de pagar a sua sobrevivência a quem o salvou da morte, mas não sem esquecer donde veio ou a promessa de vingança.

Vindo de uma tribo algo primitiva, Talon é uma personagem de conduta moral fortemente enraizada, que apesar da aprendizagem sofisticada, parece ancorada nos pensamentos simples e duros dos Orisini. Ao longo das várias etapas, os objectivos vão sendo difusos, mas tal parece ser o objectivo, pois o nosso herói é constantemente arrastado por acontecimentos de força imperiosa, por mágicas personagens poderosas e por tramas ocultas que, como não podia deixar de ser, são tecidas por duas faces que representam o Bem e o Mal

Talon of the Silver Hawk, primeiro volume da trilogia Conclave of the Shadows, é mais um livro de fantasia que teve, para mim, um papel principalmente recreativo – sem pensamentos muito profundos, com uma personagem principal simples, e uma história fácil de seguir. No entanto, é o início de uma história que se poderá revelar mais interessante e envolvente, pois o volume termina com a promessa de enredos mais profundos que envolvem as personagens já conhecidas.

King of Foxes

Neste segundo volume, Talon of the Silver Hawk volta à corte onde é conhecido pelo manejar da espada. Mais vivido e seguro de si, Talon monta a sua estratégia para vingar os Orisini, enquanto espia as movimentações do Duke of Olasco. Ganhando a confiança do Duque, Talon ganha acesso à corte, prestando um perigoso juramento de fidelidade. Mas para vingar o seu povo, não bastará matar o déspota.

Continua a ser uma história que distrai, mas com alguns pontos incongruentes. Continuamos a ter um heroi que baseia a sua filosofia de vida na comunhão com a natureza, mas que desenvolve capacidades como a manipulação e o encobrimento – ao mesmo tempo que mantém um rígido codigo de honra. É uma personagem que consegue ser, ao mesmo tempo, astuta, dissimilada, insensível e naive como uma criança recem-nascida. O que é uma combinação estranha num homem supostamente conhecedor do mundo, cuja principal função é a espionagem.

Relativamente à escrita, não pude deixar de embirrar com as repetições sucessivas dos mesmos dados, sem que nessas repetições nos sejam fornecidos novos dados.
Por outro lado, alguns episódios parecem prolongar-se para além do necessário.

Concluindo – lê-se, mas não deixa saudadades… e não sei se lerei o terceiro…