Capa OlympusO livro a abrir este post é um lançamento nacional que me teria passado completamente ao lado não fosse a referência de uma amiga.

Lançado no passado dia 22 de Novembro na Biblioteca Municipal de Almada, Olympus é o primeiro de uma trilogia que parece querer trazer mais do que uma simples série de Fantasia ao se fazer acompanhar pela seguinte frase:

“Lembra-se da última vez que um livro o fez pensar por si?”

Sobre o livro podem consultar o blog do autor e o site.

Site da editora não encontrei, mas aqui fica a sinopse:

Uma Profecia que jaz no trilho da civilização, preparada há milénios por uma classe oculta de misteriosos e auto-proclamados “Deuses”, é revelada a um Professor da Universidade de Halmos, após ingerir uma substância misteriosa, contida num frasco que herdou. A Profecia define os caminhos de um trio de homens escolhidos, de forma a fazê-los convergir no Monte Olympus, na Terra. Nem tudo, no entanto, poderá correr como profetizado… especialmente quando outras forças desejam manipular a Profecia para canalizar o seu poder…

Da Gailivro chega-nos uma série de livros dentro do género Fantástico ou FC. Mas se de Ar foram vistas imensas referências na net, incluindo na editora, destes novos lançamentos, nem uma linha. E afinal que lançamentos são estes? Nada menos do que Brasil de Ian McDonald ou Minha Besta de Christopher Moore. As únicas referências completas a estes dois livros foram encontradas no site da Wook.

Ian McDonald é o autor de River of Gods, sobre o qual já tinha aqui escrito alguns comentários. River of Gods é considerado um dos melhores livros do género, e segundo alguns reviewers, Brasil não lhe ficará atrás. Pena não terem lançado igualmente River of Gods em português. Sobre o livro deixo aqui o resumo:

País – Brasil. Três histórias, em três séculos – 1732, 2006 e 2032 – que convergem habilmente. A história começa nas favelas do Rio de Janeiro, em cenários de droga e corrupção, deslizando para a apresentação de uma tecnologia de ponta que dá acesso a uma série de mundos e cuja existência assume diversos planos sempre que se toma uma decisão… Esta rica e épica ficção científica permite-nos conhecer os prós e contras das ciências alternativas.

Christopher Moore, autor de livros como A Dirty Job ou The Stupidest Angel (O Anjo Mais estúpido, também disponível através da Gailivro), aproveita elementos sobrenaturais nas suas histórias de humor negro, num tom entre o sarcasmo e a ironia.

Apesar de negro, as histórias são divertidas, leves e inteligentes, constituindo críticas sociais perspicazes.

O género de história que podem esperar em Minha Besta encontra-se exemplificado na sinopse:

C. Thomas Flood, 19 anos, tem um problema. Ele dormiu com a sua incrivelmente sexy namorada, Jody. Acontece que ela é um vampiro. E agora, ele também é um.

Se está à procura de uma história no típico cenário de São Francisco, com sexo quente entre vampiros (semelhante a sexo escaldante entre macacos, mas mais quente ainda), gatos gigantescos barbeados, princesas do Cheddar de Fond du Lac e grandes jogadores de bowling com perus congelados, não procure mais… pois acabou de encontrar Minha Besta.

A Máquina do Tempo Acidental é o lançamento de FC da Europa-América para Dezembro. Livro da autoria de Joe Haldeman, foi nomeado para o prémio Nébula em 2008.

Entre as obras mais conhecidas de Joe Haldeman encontram-se: The Forever War, Forever Peace, ou Camouflage.

Sobre A Máquina do Tempo Acidental pouco vi mais do que leves referências, mas aqui fica parte da sinopse disponível no site da editora:

A Máquina do Tempo Acidental é um romance provocador que fala de um homem que viajou no tempo à descoberta da sua vida futura… ou das suas vidas futuras.

(…)

Como é habitual na sua escrita, Haldeman, sob o véu de uma aparente ingenuidade, consegue ser simultaneamente contundente e irresistível na projecção do futuro da natureza humana.

Numa nota muito diferente, After Dark: Os Passageiros da Noite, de Haruki Murakami é o lançamento da editora Casa das Letras.

Ainda que as obras de Haruki Murakami não sejam referidas como género fantástico, contém vários elementos deste género e até da Ficção Científica. São romances diferentes que se distinguem pelos elementos surreais e nonsense que misturam o mundo real com uma realidade alternativa.

Ainda que After Dark não tenha sido dos meus favoritos do autor, há fans que apreciaram e aqui fica o resumo:

Por uma noite, Murakami leva-nos com ele através de uma Tóquio sombria, onírica, hipnótica. Um deslumbrante romance perpassado de uma singular atmosfera poética, na fronteira entre a realidade e o universo fantasmático, onde cada pormenor, olhado retrospectivamente, faz sentido.
Num bar, Mari encontra-se mergulhada num livro, enquanto bebe o seu chá e fuma cigarro atrás de cigarro. Às tantas, entra em cena um músico que a reconhece. Ao mesmo tempo, encerrada num quarto, Eri, a irmã de Mari, dorme com os punhos cerrados, sem saber que está a ser observada por alguém.
Em torno das duas irmãs desfilam personagens insólitas: uma prostituta chinesa vítima de agressão, a gerente de um hotel do amor, um técnico informático, uma empregada de limpeza em fuga. Sucedem-se acontecimentos bizarros: um aparelho de televisão que, de um momento para o outro, começa bruscamente a funcionar, um espelho que conserva os reflexos.
Em Tóquio, durante as horas de uma noite, vai desenrolar-se um estranho drama…