Premiado com o Locus Award e nomeado para os prémios Hugo e British Fantasy, The Graveyard, de Neil Gaiman, era uma leitura há muito esperada que prometia algo de diferente.
A premissa da história é original: um bebé foge de casa na mesma noite que toda a família é assassinada por Jack, uma figura negra de estranhas capacidades mágicas. Gatinhando a criança chega a um velho cemitério, agora transformado em reserva natural, onde o fantasma da mãe pede aos fantasmas locais para lhe protegerem o filho. Um casal vitoriano acede e adoptar o bebé, a quem chama Nobody Owens.
Para além dos fantasmas, existe Silas, o guardião de Nob – uma entidade intimidatória que não pertence nem ao mundo dos mortos nem ao mundo dos vivos, que se responsabiliza por proteger, cuidar e ensinar o rapaz. Assim este cresce no cemitério, protegido contra o assassino que ainda o procura.
A estranha companhia do seu dia-a-dia permite-lhe aprender capacidades típidas de fantasmas, como desaparecer no ar ou inspirar medo ou pânico noutros seres humanos – capacidades estas que lhe serão úteis quando mais tarde tentar frequentar, sorrateiramente, a escola local.
A história é muito boa e as frequentes ilustrações a preto e branco são um dos pontos altos do livro. Ainda assim, não me fascinou – talvez pela sua linearidade. Mesmo sendo uma história juvenil há vários aspectos do livro que poderiam ter sido mais explorados, como por exemplo as várias personagens secundárias.

Inferior de Coraline então?
Bjss!
Diria diferente ainda que tenha gostado mais de Coraline.
Bjs