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101 – Deathbird Stories – Harlan Ellison – Histórias pungentes, duras de sentimentos e acontecimentos, algumas interessantes exercícios da imaginação, outras murros no estômago, oscilando entre o horrendo e o belo de forma fascinante. Um conjunto excelente de histórias com destaque constante para deuses feitos homens, e homens feitos deuses, em que são comuns os cenários de horror;

102 – Requim para D. Quixote – Dennis McShade – Mais uma aventura do assassino por encomenda, que se mantém independente da organização. Mas esta independência tem um preço que, neste livro, vem sob a forma de um trabalho suspeito – quer pela sua dimensão, quer por deixar a nossa personagem desprotegida;

103 – Eu Mato Gigantes – Joe Kelly – Do pai sabemos que se encontra ausente, da mãe menos sabemos – algo lhe terá acontecido, algo que a mantém reclusa num quarto da casa, mas que nunca é referido. Assim se mantém os três irmãos, em que a mais velha que já trabalha tenta manter a casa, e a mais nova, a personagem principal, se esconde num mundo de fantasia onde mata gigantes. Uma boa mas pesada história onde a fantasia é o escape para os acontecimentos;

104 – What dreams may come – Richard Matheson – Livro bastante diferente de outras histórias mais conhecidas do autor, principalmente pela pacificidade. Depois de passar pela angústia de achar que está num sonho (ou pesadelo) um homem percebe que realmente faleceu. Depois de percepcionar o seu novo estado passa ao plano superior, moldado às mentes e crenças de cada um, um plano onda nada parece faltar – a não ser a esposa, a alma gémea, com quem o homem precisa de partilhar a nova existência. Sem grande história, debruça.se na descrição de todas as nuances da teoria interessante, conferindo-lhe uma estranha racionalidade. No entanto, alonga-se demasiado nestas descrições – no final ficou a sensação de uma leitura razoável, mas esquecível.