(primeira parte | segunda parte)
Um ano depois de ter iniciado esta rubrica e de vos ter apresentado alguns dos meus livros favoritos, neste caso livros que se fazem passar por enciclopédias sendo que o tema sobre o qual dissertam é totalmente inventado, trago-vos dois dos grandes livros que foram lançados sobre lugares inexistentes.
História das terras e dos lugares lendários
Mais conhecido como autor de O Nome da Rosa, Umberto Eco é também reconhecido pelas análise bíblicas, estudos de semiótica, medievais e literários. Neste História das Terras e dos Lugares Lendários apresenta várias das terras que serviram como palco aos mais variados mitos. O livro começa por apresentar as teorias da Terra Plana, às quais se seguem as terras da Bíblia, as de Homero, ou as do Oriente (sem esquecer, claro o Reino de Prestes João).
Não são esquecidas as terras que faziam parte do colectivo imaginária da época Medieval, nem as teorias em torno do centro da Terra (e as histórias que se apresentaram com um centro oco e habitável). Entre lendas e religiões sobra ainda espaço para apresentar alguns lugares fantásticos da ficção actual: a cidade de Gotham, a Terra Média, o forte Bastiani de Buzzati ou as cidades invisíveis de Italo Calvino.
Em Portugal foi publicado pela Gradiva.
DIcionário de Lugares Imaginários
Se o livro de Umberto Eco se debruça sobre lugares fantásticos enquadrando-os cronologicamente na época em que apareceram, Dicionário de Lugares Imaginários apresenta-se como uma enciclopédia, com entradas organizadas alfabeticamente onde têm lugar descrições das mais variadas terras ficcionais, apresentando referência às obras onde estas aparecem sendo tão diversas quanto The Voyage of the Dwan Trader de C.S. Lewis e Platão.
Noutros países, como no Brasil, a edição foi enriquecida com entradas do próprio país. Tal não aconteceu por cá – a edição que temos é a versão original, mas é, ainda assim, uma excelente aquisição.
Em Portugal foi publicado pela Tinta da China.






