Os marcianos somos nós – Nuno Galopim

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Depois de ter assistido ao evento na Feira do Livro onde Nuno Galopim resume algumas das ideias principais do livro, o que encontrei foi algo semelhante ao exposto, mas mais detalhado.

Começando com um prefácio de Eurico de Barros (também presente no evento) Nuno Galopim apresenta sucintamente as razões para o fascínio de Marte e inicia por expor como a sua presença vermelha no céu foi ponto de partida para definir um papel importante de Marte em várias mitologias que se manteve simbolicamente na alquimia.

john carter

Para além do papel simbólico o planeta foi, desde cedo, alvo de observações astronómicas que permitiram definir a sua rota e mais tarde visualizar, de forma pouco definida a sua superfície. E é aqui que começam as ficções mais mirabolantes, com descrição de longos canais que atravessariam todo o planeta e decerto seriam prova de uma civilização mais avançada, tanto a nível técnico como a nível ético – porque decerto para que tais construções existissem teriam de ter sido postos de lado interesses regionais.

martian chronicle

Definido como o planeta de todas as possibilidades (possível portador de vida, até de vida inteligente, local que os seres humanos poderiam visitar um dia sem recurso a fatos especiais) serviu de palco às mais variadas ficções – até ao momento em que foi possível vislumbrar a superfície do planeta e perceber se que se tratava de um planeta árido, um deserto que dificilmente teria vida ou até água.

dying planet

Claro que algumas destas constatações já foram revistas, mas o planeta que era um género de Reino de Prestes João, albergando todas as fantasias de exploração, destino idílico para concretização de todos os sonhos revela-se afinal algo bem diferente. Esta revelação alterou bastante a ficção científica em torno de Marte ou de planetas habitáveis. Se por um lado Marte não é solo prontamente habitável, lar de marcianos de todas as cores e feitios seguem-se a ficção que usa a terraformação. Por outro lado, as viagens para planetas prontamente habitáveis terão destinos bastante mais longínquos havendo necessidade de adoptar a tecnologia a usar.

os marcianos divertem-se

Passando pela literatura, pela música, pelo cinema e até pela banda desenhada (entre outros) Nuno Galopim dá uma extensa e interessante lista de obras que sem dúvida integrarão as minhas próximas explorações como Os Marcianos Divertem-te de Frederic Brown parece ter uma ideia divertida que o autor também resumiu na apresentação, com extraterrestres que dão cabo de nós ao serem tão chatos que nos levam à exaustão.

the martian inca

Tal como a apresentação, esta foi uma leitura interessante tanto pela exposição da história da influência do planeta nas civilizações humanas (e ao longo dos séculos) como pela apresentação de uma série de obras em torno do assunto numa perspectiva envolvente.

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