Assim foi: Os Marcianos somos nós na Feira do Livro

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Sem ter tido oportunidade de ler o livro antes do evento (já o li entretanto) achei curiosa a apresentação do livro onde tanto Eurico de Barros (responsável pelo prefácio) como Nuno Galopim (mas sobretudo Nuno Galopim) falam da ficção que, desde sempre, tem tido inspiração em Marte, o planeta vermelho.

A apresentação constituiu um apanhado dos principais temas que viria a encontrar, mais detalhados, no livro, começando com o fascínio pelo planeta que encontramos nas diversas mitologias para passar à ficção de cenário marciano (ou de personagens de origem marciana).

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Uma das constatações mais interessantes apresentadas foi a diferença da ficção antes e depois de se conhecer a superfície do planeta. Se antes abrigava um mundo de possibilidades sem fim, desde construções megalómanas por todo o planeta, a marcianos de todos os tamanhos e feitios, depois de vislumbrada a superfície inóspita do planeta, a ficção científica tende a virar-se mais para a exploração, para a terraformação e para a colonização.

Na área da literatura destacou-se sobretudo As Crónicas Marcianas de Ray Bradbury (clássico incontestável do género) e a trilogia Marciana de Kim Stanley Robinson, mas não faltaram as menções a outras obras como Os Marcianos divertem-se de Frederic Brown (onde os marcianos não nos invadem de pistola em punho, mas sendo as criaturas mais chatas de que há memória) ou o mais recente de Andy Weir, O Marciano. Já na área da música é impossível não referir David Bowie.

Claro que, sendo um assunto que me interessa foi um momento interessante que me levou a aumentar a lista de livros a adquirir – é pena que, no espaço diversificado que é a Feira do Livro não existam mais eventos relacionados com boa ficção especulativa mas, felizmente, este ano até está razoável.

Nuno Galopim é, também, o responsável pelo blogue Máquina de Escrever, local onde podem encontrar várias críticas a filmes e música mas, também, a livros de ficção científica e a banda desenhada.

2 pensamentos sobre “Assim foi: Os Marcianos somos nós na Feira do Livro

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