O que uma passagem na Leituria faz! Não, não foram todos comprados nessa livraria, mas se o orçamento já tinha sido desbastado pelas várias passagens na Feira do Livro, a desgraça total veio com a horrível ideia de passar na Leituria. É que, ainda por cima, estava em promoções e, entre os vários livros usados disponíveis encontrei algumas verdadeiras pechinchas.
Estes 5 volumes de Living Will não estavam na secção de usados mas, há algum tempo, que não encontrava o primeiro. Desta vez havia um único exemplar e aproveitei para me agarrar aos cinco números da banda desenhada de André Oliveira e Joana Afonso. Esta será, decerto, uma das próximas leituras – até porque o tamanho reduzido convida ao transporte fácil.
Para além de Gentleman (também de André Oliveira, mas aqui uma parceria com Ricardo Reis) encontrei vários volumes da colecção LXcomics, tendo adquirido estes três: Borda d’água de Miguel Rocha (autor de Beterraba: a vida numa colher), Marte e Pepedelrey e Lisboa 24h00 (uma colaboração entre diversos autores para apresentar histórias que decorrem em Lisboa ao longo das 24h00).
As viagens de Gulliver de Jonathan Swift faz, há demasiados anos, parte da lista de volumes a adquirir – oportunidade que não pude deixar escapar quando vi este volume em bom estado e em bom preço. Já O Retrato de Laura trata-se de uma edição mais antiga de um livro que já li – O Grande Retrato, publicado mais recentemente pela Cavalo de Ferro. O curioso desta edição, mais antiga, é estragar, a meu ver, um pouco a expectativa da própria história num título que revela demasiado.
Knut Hamsun é um dos autores que foi sobejamente falado e recomendado no livro Bibliotecas cheias de fantasmas. Desta vez aproveitei uma promoção online de 40% para encomendar os dois, Pan e Victoria. Deixo-vos a sinopse do mais conhecido, Pan:
Pan é, desde a sua publicação, um dos livros mais apreciados e amados de Knut Hamsun. Uma obra-prima da literatura, onde «a natureza fala na língua subtil e sonhadora de um breve e idílico Verão nórdico». Através dos papéis encontrados depois da sua morte, o tenente Glahn relata-nos a sua trágica paixão pela jovem Edwarda, num crescendo de exaltação que invade e se confunde com a paisagem envolvente, tornando-se difícil distinguir entre natureza e psique.
Thimblestar foi-me recomendado por João Barreiros, uma história de fantasia sobre uma fada em demanda para comprar umas folhas de chá especiais que lhe conferem invisibilidade. Mas sem as folhas a fada é um ser pequeno e frágil, a quem tudo parece enorme e devastador. A linguagem é clássica (segundo as palavras de João Barreiros “em tons shakesperianos”) e o conteúdo é sombrio. Até agora não está a ser uma leitura rápida (pela escrita densa e pelos termos classicos), mas é uma boa e interessante leitura.
Descobri Thomas Olde Heuvelt com The Day the world turned upside down, antes do autor ter sido premiado – um conto que consegue pegar num tema quase esgotado e dar-lhe uma perspectiva original, quase fantástica. Hex é o primeiro livro do autor que teve logo lugar de topo na lista de futuras aquisições assim que foi anunciado.
Finalmente, Machine Moon é o segundo volume da série de banda desenhada Descender, que me conseguiu cativar no primeiro – a acção decorre num Universo onde os seres humanos habitam vários planetas e os robots têm um papel preponderante nas tarefas diárias. Até se revoltarem. O aparecimento de robots inteligentes será tão antigo quanto a humanidade mas os novos robots terão sido contaminados por um pedaço de código de origem suspeita. Com detalhes que me fizeram pensar em Battlestar Galactica e em A.I (a história do pinóquio, a criança robot que apenas quer ser um rapaz real) tornou-se uma série que tentarei seguir pelos próximos volumes.







