Neste segundo volume, Ms. Marvel continua a apresentar-se como uma heroína peculiar, tanto pelas particularidades culturais, como por ter em consideração os restantes mortais – o novo papel de heroína leva-a a ausentar de casa a horas estranhas e a família obriga-a a falar com o xeque da mesquita local para alinhar ideias, enquanto segue as pistas para uma série de jovens desaparecidos – jovens sem família ou sem fortes raízes que desaparecem silenciosamente.

O resultado da conversa do xeque é inesperado, sugerindo-lhe que arranje alguém mais experimente que a possa guiar no trabalho que faz para a comunidade. Este companheiro de missões há-de surgir de forma inesperada, através de Wolverine que se interessa pelos poderes de Ms. Marvel – um cão enorme capaz de se teletransportar e que a irá salvar várias vezes ao longo deste volume.

Não há heróis sem vilões e, neste caso, o vilão é Thomas Edison, ou melhor, um clone do famoso inventor (cujo DNA foi contaminado pelo de uma caturra) que arranjou uma nova forma de obter energia para as suas engenhocas, usando jovens como se fossem baterias. Ao contrário do que se pensa, alguns destes jovens até estão a ser usados por sua própria vontade – mas o que os leva a assumir o papel de mera bateria?

Este segundo volume de Ms. Marvel é uma leitura ligeira que alterna momentos de acção pouco pesados com episódios de pequeno teor cómico que usam a personalidade de Ms. Marvel e dos seus amigos, bem como elementos culturais, para aligeirar a história. De realçar que estes elementos culturais fornecem pequenos toques de uma lógica diferente que proibe, por exemplo, ter cães em casa, ajudando-nos a compreender as diferenças de perspectiva para algo que, na cultura ocidental, é tão banal.

A série Ms. Marvel é publicada em Portugal pela G Floy.

Opinião ao primeiro volume