Author’s Warning

IF you’re buying this book as a gift for your gradma or a kid, you should be aware that it contains cusswords as well as tasteful depictions of cannibalism and people in their forties having sex. Don’t blame me. I told you.

Dentro do mesmo espírito de A Dirty Job, a história de Stupidest Angel surge espontaneamente com a sobreposição das personagens pouco vulgares, em Pile Cove, na época do Natal:

  • O único polícia da cidade é um ex-ganzado, casado com uma actriz de filmes de série B que, sem a medicamentação, encarna a personagem dos filmes (uma guerreira de espada em punho, que mata mutantes, e ouve a voz de um Narrador que a instrui)
  • O anjo Raziel, habituado às missões de extermínio massivo, procura uma criança a quem conceder um desejo de Natal sem saber medir as consequências
  • A criança assiste à morte de um Pai Natal, que mais não é que um ex-marido violento que morre acidentalmente à frente de Lena
  • O piloto que, ao assistir ao acidente, vê em Lena uma oportunidade de não passar o Natal sozinho… mas com ele trás um bónus: uma espécie rara de morcego, em vias de extinção

E apresentadas as personagens, está construído um cenário de potencial desgraça, com os mortos da cidade a erguerem-se em busca de cérebros e do IKEA. O humor negro cobre todo o desenvolvimento da história, escorregando diversas vezes para piadas geeks. Falta-lhe, no entanto, a ironia ou o sarcasmo típicos de A Dirty Job.

The Stupidest Angel é, ainda assim, um livro engraçado e inteligente, aconselhável a quem pretende ler algo menos denso, mas nem por isso estúpido.

Em Portugal, foi publicada a versão 2.0 (contém um conto extra) pela Gailivro, como O Anjo Mais Estúpido. No site de Christopher Moore encontra-se disponível um excerto do livro e no site Unshelved podem ver uma pequena BD introdutória.