23 – A Segunda Manhã do Mundo – Manuel de Pedrolo – E se o nosso planeta fosse alvo de um ataque alienígena que destruísse todos os seres humanos e construções ? Ou quase todos os seres humanos – sobreviveram apenas uma rapariga e um rapaz que terão de se sustentar sozinhos. Esta é a premissa da história contada pela primeira pessoa – uma narrativa bastante linear onde as duas personagens principais vão redescobrindo as maravilhas da civilização e como as reproduzir, de uma forma demasiado inocente, e quase propositada. Com alguns momentos interessantes, é uma história de premissa engraçada, mas fraco desenvolvimento.

24 – Portal 2001 – Vários autores – Tal como o volume anterior, este apresenta-nos histórias de ficção científica de vários autores. Entre algumas boas histórias encontram-se outros bastante incipientes. Sobre o conjunto estou já a escrever um tópico mais completo.

25 – The Dark River / The Golden City– John Twelve Hawks – A trilogia iniciada com The Traveller, continua nestes dois volumes, misturando episódios de extrema acção com outros de reflexão. O cenário alterna entre os diversos universos paralelos, espelhos distorcidos ou simplificados da nossa realidade, e um mundo semelhante ao nosso onde os cidadãos começam a ser alvo de um controlo extremo que recorda distopias como 1984. A leitura é viciante, e leva-nos a pensar na forma como o mundo civilizado tem optado pela extrema vigilância dos seus cidadãos sem na realidade os proteger. De forma bastante diferente, mas também interessantes, são as realidades que o autor criou, onde explora porções do mundo que conhecemos.

27 – The House of Discarded Dreams – Ekaterina Sedia – a mesma autora de The History of Moscow apresenta-nos agora a história de uma casa onde todos os ocupantes vão revelando características fantásticas: caranguejos que não estão mortos nem vivos, fantasmas nas linhas telefónicas, ou um cabelo que é um Universo. Os detalhes fantásticos são originais, mas as personagens deixam algo a desejar, mantendo-se na mesma linha circular de pensamento em quase toda a história. No final, não me encantou, e achei que está bastante abaixo dos anteriores livros da autora.

28 – O Evangelho do Enforcado – David Soares – O melhor que li até agora de David Soares, entrelaça fantástico com história, sem deixar de lado o horror. Aproveitando os Painéis de S. Vicente, cria uma história onde a personagem principal é hedionda mas interessante.

29 – As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy – uma banda desenhada graficamente excelente carregada de episódios dementes e cómicos. Os pontos negativos serão a história demasiado linear e as personagens estereotipadas, contrabalançadas pela qualidade das imagens. Uma aventura divertida que, apesar de não ser excelente, é engraçada e relaxante.

30 – Iron Angel – Alan Campbell – segundo volume da trilogia The Deepgate Codex, parece, até ao momento, mais interessante que o primeiro. A diferença estará na introdução de personagens de moralidade duvidosa, e na mudança de cenário.