46 – Voyager – Há já algum tempo que as aventuras desta personagem andam a ser publicitadas, tanto nos últimos Fórum Fantástico, como num canal apropriado no Twitter. Finalmente foi publicado o primeiro volume. Apesar da ideia engraçada, falta consistência na qualidade das imagens, e a história é demasiado simples. A ver se arranjo um espacinho para falar um pouco mais do livro.

47 – Kraken – China Miéville – Perdido Street Station continua a ser o meu livro favorito do autor, que me desiludiu com as duas últimas obras, The City & The City e Unlundun. Para mim, este é o regresso de China, com a exposição de uma realidade que coexiste com a nossa, num submundo de seitas e religiões inimagináveis, onde personagens fantásticas se preparam para um Apocalipse.

48 – Os Olhos de Allan Poe – Louis Bayard – Histórias policiais ou de detectives não costumam ser muito o meu género, mas esta é uma excepção. Aproveitando alguns dados da vida de Edgar Allan Poe, a história centra-se na investigação de um assassinato numa academia de cadetes. Destacando-se pelas capacidades intelectuais e a estranheza na forma de pensar, Poe é escolhido para observar o comportamento dos seus colegas e reportar ao investigador. Cativante e envolvente, a história torna-se viciante impelindo a uma leitura cada vez mais rápida. De reviravolta em reviravolta, somos levados a um final impressionante.

49 – The Reapers Are the Angels – Alden Bell – A história de The Reapers Are the Angels poderia ser mais uma banal descrição de um mundo pós-apocalíptico carregado de zombies. Felizmente distingue-se pelo tom, ao utilizar como personagem principal uma rapariga demasiado jovem e traumatizada, que aprendeu a sobreviver sozinha. Ainda que possua algumas passagens mais fracas, o primeiro livro do autor surpreende pela positiva numa temática bastante banalizada.

50 – Contos de Ficção Científica – Este pequeno volume disponibilizado com o jornal contem dois contos, O Monstro de A. E. Van Vogt, e Billennium de J. G. Ballard. O primeiro descreve uma estranha visita alienígena que pretende estudar o planeta Terra como próximo território de expansão, uma história que, embora fria e distante, adorei pela ironia. A segunda história apresenta-nos uma realidade distópica onde o crescimento imparável da população provoca a diminuição do espaço de cada um. Também este é um conto inteligente e irónico. Em suma, apesar de pequeno, este volume surpreende – não esperava encontrar duas excelentes histórias de ficção científica nesta colecção.

51 – Metro 2033 – Dmitry Glukhovsky – Após a devastação nuclear o único futuro da humanidade é a existência nas estações de metro. A cada estação corresponde uma povoação e a comunicação entre elas é feita através dos túneis subterrâneos, sem luz eléctrica, a pé. Com a radiação apareceram monstros que tentam invadir os túneis em busca de alimento. Encontro-me a meio e apesar de adorar a premissa, estou a achar que a mesma poderia ter sido apresentada com menos exposições e dissertações.