Lightspeed Magazine – February 2015 (1)

lightspeed february 2015

Esta edição de Fevereiro de 2015 possui algumas diferenças em relação aos números bastante anteriores que tive oportunidade de ler. Comprada em conjunto através do Story Bundle de Viagens no tempo, possui secções separadas de contos de ficção científica e de fantástico, após os quais podemos ler uma novela e excertos de dois livros, Karen Memory de Elizabeth Bear e Gemini Cell de Myke Cole. Temos, também, uma secção de não ficção com entrevistas, críticas e arte da responsável pela capa.

E em conteúdos? Bem, não me interessando pelos excertos (ler à partida história que sei incompletas parece-me uma perda de tempo), passei directamente aos contos de ficção científica. Esta componente começa com And You Shall Know Her by the Trail of Dead de Brooke Bolander, um conto violento e futurista, onde a nossa consciência pode transitar para servidores. Neste mundo negro existem seres humanos artificiais, levantando-se a questão do valor da vida produzida. Não que dê tempo propriamente para pensar. Os episódios espalha-miolos sucedem-se rapidamente e a introspecção que existe centra-se sobretudo no relacionamento platónico das duas personagens principais.

O segundo conto, Buffalo de John Kessel apresenta-nos um encontro fictício entre Júlio Verne e o trabalhador braçal que aspira a algo mais e lê os livros deste e de outros escritores. Um episódio caricato que, apesar de engraçado e bem construído, pouco traz de novo. Já Red Planet de Caroline M. Yoachim centra-se numa jovem bióloga, cega, que pretende trabalhar em Marte. Impossibilitada pelas suas limitações, submete-se a uma intervenção cirúrgica que lhe há-de devolver a visão. Mas que uso tem para ela uma pessoa que não está habituada a visualizar objectos?

Veil of Ignorance de David Barr Kirtley é, dos três, o melhor conto de ficção científica. O clima de festa entre amigos que se nos apresenta inicialmente relaxado começa a tornar-se desconfortável quando um dos rapazes consegue drogar todos os elementos do grupo com algo especial e alienígena. Esta nova substância permite que os amigos partilhem a consciência, não se conseguindo discernir a personalidade de cada um. Sem barreiras, sobressam os pensamentos e os conflitos há muito recalcados, mas sem que se consiga associar a cara a uma identidade. O desconforto cedo dá lugar a agressividade.

 

 

Um pensamento sobre “Lightspeed Magazine – February 2015 (1)

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