El fantasmas de Gaudí – El Torres e Jesús Alonso Iglesias

Qualquer livro que decorra na cidade de Barcelona e que explore a cidade na sua narrativa é um bom candidato a ser um preferido, por se tratar de uma das minhas cidades favoritas. Neste caso a história centra-se, sobretudo, na obra de Gaudí que se encontra em Barcelona, cruzando significados das obras com intenções em reflectir as constelações numa cidade, enquanto decorre a tentativa de apanhar um assassino em série.

O primeiro corpo foi encontrado na casa Vincens, pendurado, de vísceras de fora. Trata-se de um crime difícil de concretizar, pois percebe-se que a morte ocorreu noutro local, tendo o corpo sido transportado através da cidade, por uma rua movimentada. O inspector que foi chamado a investigar o caso percebe tratar-se de uma tentativa de chamar à atenção mas não acredita na relação com a obra de Gaudí.

Paralelamente, uma jovem salva um homem de ser atropelado e vai parar ao hospital. A partir desse momento será envolvida no enredo, fascinando-se com a obra de Gaudí e visitando as construções na cidade de Barcelona, sem perceber que existe mais do que casualidade nos estranhos episódios que ocorrem à sua volta.

Quando os corpos seguintes começam a aparecer nos restantes edifícios de Gaudí, deixa de ser possível ignorar a relação. Os corpos reflectem alguma da arte dos edifícios e pensa-se que os crimes poderão estar relacionados com a degradação (ou alteração) de alguns dos edifícios e respectivos jardins construídos por Gaudí.

A narrativa é relativamente simples, mas coesa, seguindo os crimes e dando-nos algumas pistas sobre quem estará por detrás dos corpos que se vão encontrando. Sem ser uma história que dê especial relevância ao desenvolvimento de personagens (apesar de as diferentes personagens terem personalidades bem vincadas e perceptíveis) é uma boa história que capta o essencial da cidade e que aproveita o cenário para embelezar as páginas da banda desenhada.

El fantasma de Gaudí aproveita a obra fascinante de Gaudí para (dando uma estocada sobre o actual estado dos edifícios, conservados mas alterados e, talvez, corrompidos no seu enquadramento) tecer uma história que entretém o leitor e deixa uma boa recordação.

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