As leituras recomendadas pela Locus para 2015

Todos os anos a Locus (The Magazine and Website of Science Fiction & Fantasy Field) publica uma lista de leituras recomendadas na ficção especulativa, passando pelos vários formatos, desde romance a contos. A lista desta ano foi lançada esta semana e possui, entre sugestões expectáveis (pelo burburinho que causaram ao longo do ano), outras menos óbvias. Principalmente na secção de ficção mais curta podem encontrar links directos para as histórias que se encontram disponíveis gratuitamente.

the water knife

Na secção da ficção científica a lista é encabeçada com The Water Knife de Paolo Bacigalupi. Este livro de um dos meus autores favoritos deverá ser uma das próximas leituras. Para além desta referência expectável temos Ancillary Mercy de Ann Leckie, Luna de Ian McDonald e Seveneves de Neal Stephenson, todos referidos no painel de escolhas literárias do evento Conversas Imaginárias de 2015. Desta lista, não há um único que se encontre traduzido em português. Também foram referidos, no painel, o Aurora do Kim Stanley Robinson,

Dos restantes, o que espero ler? Os da Ann Leckie depois de passar um pouco a exaltação, Persona de Genevieve Valentine e Europe at Midnight de Dave Hutchinson (houve uma crítica no Intergalacticrobot que me chamou à atenção.

Foxglove summer

Foxglove summer começa a lista de fantasia. Não é de estranhar – o River of London do mesmo autor já foi publicado há cinco anos e continuo a ver críticas e comentários nos sítios mais diversos. Desta lista li dois e meio: Wylding Hall de Elizabeth Hand (que ficou bastante aquém das expectativas), Uprooted de Naomi Novik (que achei demasiado condescendente e saltitante apesar de ter boas passagens) e comecei o Prodigies de Angelica Gorodischer. Apesar das contestações do autor quanto ao enquadramento no género, o The Buried Giant de Kazuo Ishiguro encontra-se nesta lista e é o único que podemos encontrar em português, publicado pela Gradiva.

Slade House de David Mitchell também pode ser encontrado nesta lista e foi alvo de referência por João Barreiros no painel de recomendações – sendo um volume que decorre no mesmo mundo que The Bone Clocks, traduzido para português como As Horas Invisíveis pela Editorial Presença.

E dos restantes, o que pretendo ler? Depois de continuar o Prodigies da Angelica Gorodischer, estou curiosa pelo The House of Shattered Wings de Aliette de Bodard, o The Buried Giant do Kazuo Ishiguro, The Philosopher Kings de Jo Walton (na prática, qualquer livro de Jo Walton), o Slade House (depois do The Bone Clocks) e The Fifth Season de N.K. Jemisin.

half a war

A lista de juvenis inicia-se com dois livros da série de Joe Abercrombie, Half a War e Half the World e se há livros que deverei ler nesta secção, serão estes. Talvez dê, também, uma oportunidade a Wonders of the Invisible World de Christopher Barzak, por conhecer o autor de outras paragens. 

Nas listas deste género costuma existir uma secção para autores estreantes. Aqui encontramos, também, um referido nas Conversas Imaginárias, Sorcerer to the Crown de Zen Cho (que chegou recentemente a minha casa). Lidos, aqui, apenas metade do The Grace of Kings de Ken Liu que está a revelar-se demasiado denso. Para além destes, estou curiosa por The Traitor Baru Cormorant de Seth Dickinson e The Sorcerer of the Wildeeps de Kai Ashante Wilso. Claro que, nem os da secção juvenil, nem estes, se encontram traduzidos.

hidden folk

Nas secções de antologias e colectâneas encontrou algumas leituras recentes: The very best of Kate Elliott (que, ainda que interessante, não me captou o suficiente para o achar uma das melhores leituras do ano), Trigger Warning de Neil Gaiman (com histórias excelentes, mas demasiado disperso em género e formatos apresentados), Three moments of an explosion de China Miéville (também com excelentes histórias, quase todas com excelentes ideias mas que no conjunto que deixou com poucas recordações), Hannu Rajaniemi: Collected Fiction (desconhecia o autor, mas ficou o nome como referências para boas histórias).

O que espero ler dos restantes listados? Ann e Jeff Vandermeer têm feito uma excelente campanha em torno de Leena Krohn: Collected Fiction, e existem mais alguns que já adquiri: Falling in love with hominids de Nalo Hopkinson, The Best of Nancy Kress, Get in trouble e I am crying all inside and other stories de Clifford D. Simak. Nas antologias, Stories for Chip, She Walks in Shadows, Meeting Infinity, Future Visions (disponível gratuitamente) e Twelve Tomorrows já tenho cópias através do NetGalley ou de concursos.

Existe, ainda, espaço para ficção de formato mais diminuto, onde apenas li Black Dog de Neil Gaiman (conto negro, excelente), Rates of Change de James S. A. Coreu, Drones de Simon Ings, Emergence de Gwyneth Jones (estas de Meeting Infinity que espero comentar brevemente) e The Dowager of Bees de China Miéville.

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