Numa história que assenta apenas em imagens Osvaldo Medina apresenta uma ligeira alteração à história de King Kong para apresentar uma narrativa tocante e expressiva numa espécie de homenagem ao cinema mudo.

O início da história é conhecido. Uma equipa de filmagens desloca-se a uma ilha supostamente deserta para filmar, mas não conta com a existência de predadores e outros perigos no local. O filme centra-se numa bela donzela que se vê verdadeiramente em perigo. Salva-a um gigante, mas, neste caso, não se trata de um gorila, mas de um ser humano enorme, um indígena.

Durante os momentos de aflição a filmagem prosseguiu e o produtor vê, no indígena, uma estrela que levará para a cidade. Triste por partir da ilha, o indígena deslumbra-se com a grande cidade e os estranhos hábitos destes homens. Como seria de esperar, o indígena não se habitua à grande cidade e procura retornar à sua ilha.

Em Kong the King compensa-se a falta de palavras concedendo movimento e emoção aos desenhos. As posições ligeiramente exageradas e a força das expressões conseguem transmitir ao leitor tudo o que é necessário para se simpatizar com a história e tornar este livro numa excelente e agradável “leitura”.

Kong The King foi publicado pela Kingpin Books.