The City & The City – China Mieville

Obras como Perdido Street Station, The Scar ou Iron Council são conhecidos exemplos do género New Weird, um recente movimento literário que inclui, para além de China Mieville, autores como Jeff Vandermeer, John Harrison ou Mark. Z. Danieleewski.

Para além de Iron Council, tinha lido já, de China Mieville, Un Lun Dun, um livro mais suave e infantil que fala de uma cidade reflexo de uma outra cidade, Londres, onde a lógica que rege o nosso Mundo não se aplica. The City & The City é algo semelhante, mas ao contrário de Un Lun Dun, Neverwhere (de Neil Gaiman) ou The Secret History of Moscow (de Ekaterina Sedia) não se baseia na existência de uma cidade por detrás de outra, mas na sobreposição de duas cidades, em que ambos os lados são visíveis, mas os habitantes se ignoram mutuamente.

Beszel e Ul Qoma são os nomes das duas cidades que coexistem espacialmente, mas com línguas, costumes e economias bem distintas, separadas por um fenómeno difícil de explicar designado como “The Breach” – uma entidade que supervisiona e garante a separação das duas cidades (excepto em pontos chave, neutros), castigando aqueles que quebram as regras e por mais do que segundos, interajam com algo que pertença à outra cidade.

É na cidade menos desenvolvida e mais pobre, Beszel que se inicia a história – o corpo de uma jovem estrangeira é depositado num terreno baldio por uma carrinha que se suspeita ter provido de Ul Qoma. Tyador Borlú é o inspector da polícia chamado para resolver o crime, que cedo se apercebe da influência de forças superiores e se vê obrigado a viajar até Ul Qoma, em busca de pistas.

Ao contrário de algumas críticas que li, não achei que The City & The City fosse genial – é engraçado, bem escrito, interessante, mas faltou-lhe algo que me cativasse por completo, como aconteceu com The Iron Council. Talvez porque este último continha uma fatalidade sombria e uma estranheza fascinante que me fizeram querer ler rapidamente o livro ainda que não seja um page turner carregado de acção. The City & The City possui ainda um teor policial que achei, estranhamente, demasiado inocente.

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