Depois do fantástico volume de Thor (publicado pela G Floy) que prepara os acontecimentos para esta história, é a vez de Goody publicar o surgir de A Deusa do Trovão – a aventura em que Thor perde o martelo e, com ele, o nome e os poderes que o caracterizam, passando a deambular, perdido, entre os outros deuses.

Thor está, há vários dias, sem falar nem se deslocar, mexendo-se apenas para tentar pegar no seu martelo. Mas o martelo não se move num um centímetro desde que Fuy sussurrou alguma coisa ao ouvido de Thor. Simultaneamente, a ordem inverte-se em Asgard. A mãe de todos é substituída por Odin que ressentiu as mudanças anteriores e destaca o seu irmão, um déspota, para o ajudar a gerir o seu reino.

Na Terra os Gigantes de Gelo invadem, procurando algo que poderá conceder grandes poderes a uma entidade obscura. O anterior Thor tenta intervir mas, sem o seu martelo, acaba congelado e com menos um braço – a par com esta perda, percebe que outra pessoa maneja agora o martelo, uma mulher que com esta arma adquiriu uma espécie de disfarce que impossibilita que a reconheçam.

Oscilando entre as profundezas do mar, o espaço e Asgard, este é um volume visualmente interessante que consegue tocar no tema do feminismo sem se exceder. O papel de Thor é concedido a uma mulher numa reviravolta justificada e que derá origem a muitos mais desenvolvimentos – Odin não aceitou que outra pessoa maneje o martelo e tudo fará para descobrir quem ousa utilizá-lo para além do seu filho.

A Deusa do Trovão foi publicado pela Goody.